24 de agosto de 2011

Documentos Inéditos sobre a História das Ilhas Seicheles Antes de 1810

Esta compilação de documentos é uma fonte importante para o estudo dos primórdios históricos das ilhas Seicheles, um arquipélago localizado no Oceano Índico Ocidental, ao norte de Madagascar. Anteriormente desabitadas, as ilhas foram exploradas pelo navegador português Vasco da Gama, no início da década de 1500. Na década de 1740, os franceses enviaram expedições da Ilha de França (atualmente Maurício) para Seicheles e, em primeiro de novembro de 1756, o capitão Corneille Nicolas Morphey, comandante da fragata Le Cerf, da Companhia das Índias Orientais francesa, tomou posse das ilhas em nome do rei da França e da Companhia das Índias Orientais francesa. A colonização foi iniciada na década de 1770, com o estabelecimento de plantações para produção de culturas como algodão, açúcar e arroz, com trabalho escravo importado. Os britânicos tomaram as ilhas em 1794 e ganharam o controle permanente das mesmas em 1814, com o final das guerras napoleônicas. Este livro, publicado em 1909, em Mahé (capital de Seychelles, na época, colônia pertente à coroa britânica), inclui os textos dos documentos franceses mais importantes referentes à história das ilhas de 1742 a 1810. Os documentos foram reunidos a partir das principais bibliotecas e arquivos em Paris, Os Arquivos de Maurício e a Biblioteca Municipal de Caen. Está incluída também uma lista de mapas antigos das Ilhas Seicheles. A República de Seicheles tornou-se uma nação independente em 1976.

Bahrein e Jemama

Heinrich Ferdinand Wüstenfeld (1808-1899) foi um orientalista alemão que se especializou em literatura e história árabes. Ele estudou nas universidades de Göttingen e Berlim, e lecionou em Göttingen de 1842 até 1890. Este trabalho é uma análise, com base em fontes árabes, da geografia do Bahrein e da província de Yemama, localizada na atual Arábia Saudita. Wüstenfeld observou, na sua introdução, que Bahrein e Yemama eram as partes menos conhecidas da Península Arábica. Conheciam-se, apenas, três europeus--em 1819, 1862-1863 e 1864--que teriam viajado por essas regiões, e nenhum deles havia completado um estudo geográfico minucioso do território que atravessaram. O breve livro de Wüstenfeld foi uma tentativa de expandir o conhecimento geográfico das duas regiões, com base nos trabalhos de geógrafos e poetas árabes, analisando o uso dos topônimos que estes fizeram ao longo dos séculos. O trabalho contém um mapa e uma lista alfabética dos topônimos, em árabe e em alemão.

Dicionário e Gramática da Língua Congo como Falada em San Salvador, a Antiga Capital do Antigo Império Congo, na África Ocidental: Prefácio

William Holman Bentley (1855-1905) nasceu em Sudbury, Reino Unido, onde seu pai era um pastor batista. Após trabalhar algum tempo como funcionário de banco, foi aceito pela Sociedade Batista Missionária para a sua nova missão no Congo e, em abril de 1879, navegou para o Congo com três outros missionários. Em janeiro de 1881, Bentley e H.E. Crudgington tornaram-se os primeiros europeus a estabelecer uma rota para o interior a partir da foz do rio Congo para Stanley Pool, local da atual Kinshasa. Durante a construção de estações da missão e as viagens por todo o interior da África, Bentley trabalhou para dominar a língua congo. Em 1884, retornou à Inglaterra em licença, levando com ele um assistente congolês, Nlemvo, que o auxiliou na compilação do Dicionário e Gramática do Idioma Congo, que foi publicado em 1887. O documento mostrado aqui é o prefácio do dicionário, que foi publicado separadamente um ano antes, em 1886. No prefácio, Bentley descreveu o pequeno número de fontes europeias que foi capaz de usar durante a pesquisa do idioma congo, a assistência prestada a ele por africanos, Nlemvo em particular, e os métodos que usou para compilar o dicionário, que incluiu a classificação e correção de 25.000 folhas de papel contendo palavras e suas definições.

O Egito Muçulmano e a Abissínia Cristã; Ou o Serviço Militar Sob o Quediva, em suas Províncias e Além das suas Fronteiras, Como Vivenciado pelo Contingente Americano

William McEntyre Dye (1831-1899) era formado pela Academia Militar dos Estados Unidos, ex-coronel do Exército dos Estados Unidos, e veterano da Guerra Civil americana. No fim de 1873, Dye entrou para o serviço de Ismail Paxá, o quediva do Egito e Sudão, que estava recrutando, com a ajuda do General William T. Sherman, oficiais norte-americanos para servir como assessores em seu exército. Na época, o Egito ainda era formalmente parte do Império Otomano, embora desfrutasse de um alto grau de autonomia. Dye serviu como chefe adjunto das forças armadas na expedição egípcia contra a Abissínia (Etiópia), lançada por Ismail Paxá em 1875 para conquistar o território na costa do Mar Vermelho. Este livro, publicado após o retorno de Dye aos Estados Unidos, contém um extenso relato, em primeira mão, da campanha da Abissínia. Apesar da participação dos oficiais estrangeiros, o exército de Ismail Pasha sofreu sérias derrotas, em novembro de 1875 e março de 1876, as quais Dye descreveu e analisou. O livro também é notável pelos seus relatos de expedições realizadas, a mando do Quediva, para o Curdistão, no Sudão central, e Darfur, no Sudão ocidental. O apêndice contém uma lista com explicações detalhadas de 25 oficiais americanos (veteranos dos exércitos e das marinhas tanto da União como da Confederação) ligados ao serviço militar no Egito entre 1869 e 1878.

Cairo a Kisumu: Colônia Egito-Sudão-Quênia

Cairo a Kisumu: Colônia Egito-Sudão-Quênia foi o quinto de uma série de livros conhecidos como Carpenter’s World Travels (As viagens pelo mundo de Carpenter), escrito por Frank G. Carpenter (1855-1924) na década de 1920 e publicado pela Garden City, Nova York, empresa da Doubleday, Page & Company. Carpenter foi um autor americano de livros sobre viagens e geografia mundial cujos livros geográficos eram populares em escolas norte-americanas no início do século XX. Cairo a Kisumu não é um relato de uma viagem única, mas uma composição com base nas notas de Carpenter sobre as várias viagens à África ao longo de muitos anos. Estão incluídos os capítulos sobre o Egito, o Sudão, o Canal de Suez, o transporte no Mar Vermelho, Áden (na atual Iêmen), o porto de Mombasa, a estrada de ferro de Uganda, Nairobi, caça de animais de grande porte, o papel britânico na África Oriental, e os povos africanos, incluindo os Kikuyu e os Masai. Os livros de Carpenter refletem os preconceitos e pré-concepções de sua época, entretanto, eles trouxeram o conhecimento do resto do mundo para muitos americanos. A Coleção Frank e Frances Carpenter da Biblioteca do Congresso consiste em fotografias tiradas e reunidas por Carpenter e sua filha Frances (1890-1972) para ilustrar seus escritos. Inclui um número estimado de 16.800 fotografias e 7.000 negativos de vidro e filme.

Nova Viagem à Terra dos Negros, Seguida de Estudos sobre a Colônia do Senegal, e Documentos Históricos, Geográficos e Científicos

Anne-Jean-Baptiste Raffenel (1809-1858) foi um oficial colonial francês, que em 1846 foi contratado pela marinha francesa para empreender uma viagem de exploração no interior da África. Raffenel deixou a França em meados de maio de 1846 e retornou em junho de 1848. O volume um desta obra de dois volumes é um relato de viagem de quatro meses de Raffenel da França para o Senegal e sua viagem ao longo da colônia, que incluiu visitas a muitas cidades do Senegal e regiões, tais como Saint-Louis (Ndar), Bakel, Bambouk e Makana. Raffenel descreveu a estrutura de governo da colônia, a distribuição das tribos e os costumes culturais e religiosos do povo. O volume dois é uma compilação de documentos relativos ao colonialismo francês na África, começando com a viagem às Ilhas Canárias por navegadores de Dieppe, em 1364, e concluindo com os resultados das expedições científicas de meados do século XIX. Estão incluídos numerosas gravuras, um mapa desdobrável detalhado, tabelas meteorológicas, e uma explicação linguística da língua arama, acompanhados de um glossário de palavras arama e seus equivalentes em francês.