24 de agosto de 2011

Nepal e os Países do Himalaia

Isabelle Massieu (1844-1932) foi uma escritora e viajante francesa que se tornou a primeira mulher francesa a visitar o Nepal. Com início em 1892, ela realizou uma série de viagens partindo de sua cidade natal Paris que a levou a quase todas as partes da Ásia e resultou na publicação de vários livros conhecidos. Népal et pays himalayens (Nepal e os Países do Himalaia) é um relato em primeira mão de sua viagem em 1908 do Vale do Sutlej no norte da Índia através do Nepal, Butão, Siquim até o Tibete. Massieu descreve as pessoas, paisagem, arquitetura e os países visitados, a cidade de Catmandu, capital do Nepal, o templo espetacular de Changu Narayana, e as atividades econômicas, como a produção de chá. Também estão incluídos os relatos de seus encontros com o explorador sueco, geógrafo e escritor de viagens, Sven Hedin, o psicólogo social e antropólogo francês Gustave Le Bon, o francês Sylvain Lévi, indologista e missionário católico, e o lexicógrafo e acadêmico Tibetano Père Desgodins. O livro inclui seis mapas e muitas fotografias e ilustrações.

Um Catálogo de Manuscritos em Folha de Palmeira e em Papel de Qualidade Pertencente à Biblioteca de Durbar, Nepal

Mahāmahopādhyāya Hara Prasād Sastri, um sábio indiano filiado à Sociedade Asiática de Bengala, e Cecil Bendall, professor de sânscrito na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, fizeram uma expedição de pesquisa ao Nepal em 1898-99. Um dos principais objetivos da expedição foi o de examinar e catalogar os manuscritos em folha de palmeira na Biblioteca de Durbar, muitos dos quais haviam sido adquiridos pelo Marajá Sir Vīra Sumsher Jung Bahādur Rānā. De acordo com Bendall, esta coleção, "em relação à antiguidade dos documentos", "não foi superada por nenhuma biblioteca de sânscrito existente." Este livro, impresso em 1905, contém um catálogo completo dos manuscritos, que estão em várias línguas da Índia e do Nepal, preparado por Sastri. São listados textos religiosos e trabalhos de medicina, astronomia, teatro, poesia, retórica, política e outros temas. Alguns dos manuscritos mais raros, incluindo vários na histórica escrita Gupta, são descritos em detalhe. Também está incluída uma "História do Nepal e Reinos Vizinhos (1000-1600 d.C.)", compilada por Bendall e com base nos textos dos manuscritos da Biblioteca de Durbar. A história contém tabelas dos reis do Nepal e dos reinos vizinhos.

Monografia sobre o Local de Nascimento do Buda Sakyamuni no Tarai Nepalês

Na década de 1870, a Pesquisa Arqueológica da Índia empreendeu uma série de expedições para aumentar a compreensão da história primitiva da Índia e promover a preservação de importantes monumentos e ruínas. Em 1896, o arqueólogo alemão Alois Anton Führer (1853-1930) recebeu permissão do governo das províncias do Norte-Ocidental e Oudh e do governo da Índia para realizar uma expedição ao Nepal. Führer é geralmente considerado o descobridor do local de nascimento de Buda. Siddhartha Gautama, o Buda, nasceu por volta de 563 a.C., nos jardins de Lumbini, no sopé do Himalaia nepalês. O local de nascimento tornou-se mais tarde um local de peregrinação, e entre os peregrinos em 249 a.C. estava o Imperador Ashoka, da Índia, um devoto Budista. Ashoka ergueu um pilar comemorativo com as palavras: "Aqui, o Venerável nasceu." Por razões que não são conhecidas, após o século XV, Lumbini deixou de atrair visitantes e seus templos foram destruídos. Acompanhado pelo governador da província, General Khadga Shamsher, Führer descobriu o pilar de Ashoka, que, com outras provas, confirmou Lumbini como o local de nascimento do Buda. Esta monografia, publicada em 1897, documenta o achado do pilar e os outros resultados da expedição. Lumbini é um dos quatro lugares sagrados do Budismo e faz parte da Lista de Patrimônio Histórico Mundial da UNESCO desde 1997.

História da Coreia, Antiga e Moderna, com Descrição de Usos e Costumes, Idioma e Geografia

O Reverendo John Ross foi um ministro presbiteriano que, em 1872, deixou sua Escócia natal para se tornar missionário na China. Ele abriu uma escola para meninos em 1873 e, tendo dominado o chinês, publicou em 1877 a Cartilha de Mandarim: Lições Fáceis para Iniciantes, criada para auxiliar falantes de inglês a aprender o idioma chinês. Após trabalhar por algum tempo em Xin Zhuang, na província de Liaoning, ele se mudou para a cidade de Mukden (atual Shenyang) na Manchúria, perto da fronteira chinesa-coreana. Na época, a Coreia seguia uma política de isolamento e não permitia missionários em seu território. Ross estudou e posteriormente dominou a língua Coreana e, em 1877, publicou a primeira gramática Inglesa da língua coreana. Ele, então, encarregou-se de fazer a primeira tradução da Bíblia, do Inglês para o Coreano, usando o dialeto norte-coreano com o qual ele estava familiarizado. Ross escreveu duas grandes obras históricas, Os Manchus (1880) e a História da Coreia (1891). O último trabalho descreve o desenvolvimento da Coreia, de 2300 a.C. a 1870, e contém capítulos sobre costumes sociais, religião, língua, governo e geografia, bem como mapas e várias ilustrações coloridas de trajes coreanos e tipos sociais. O capítulo de Ross sobre a língua coreana é especialmente interessante, e inclui suas observações sobre as semelhanças e diferenças entre os idiomas coreano, manchu, mongol, japonês e chinês.

Coreia

Angus Hamilton foi um jornalista Britânico que trabalhou para vários jornais e revistas entre 1894 e 1912. Entre os eventos que ele cobriu estão a Guerra dos Bôeres na África do Sul, a revolta Boxer na China, e a Guerra Russo-Japonesa de 1904-1905. Ele passou vários meses na Coreia como correspondente do Extremo Oriente do Pall Mall Gazette e escreveu o livro com base em suas observações. Na época, a Coreia era pouco conhecida no Ocidente e o livro de Hamilton continha muitas informações sobre a economia do país, o comércio internacional e as atividades das principais potências estrangeiras que desputavam a influência econômica e política na Coreia. Entre as informações fornecidas estavam, no Apêndice I, …a lista de horários para as viagem de trem de Port Arthur (atual Dalian, China) até Moscou. O tempo total de viagem era de 13 dias, 2 horas e 42 minutos. Outros apêndices tratavam sobre o transporte marítimo da Coreia, as exportações e importações, o comércio costeiro, as receitas aduaneiras, e a exportação de ouro. Hamilton estava escrevendo nas vésperas da Guerra Russo-Japonesa, e dedicou seu capítulo introdutório à crise política que então se desenrolava entre a Rússia e o Japão, à dúvida se isso levaria a uma guerra, e qual o efeito que uma possível guerra teria sobre a Coreia.

Chosön, a Terra das Manhãs Calmas; um Esboço da Coreia

Percival Lowell nasceu em 1855 em Cambridge, Massachusetts, em uma distinta família da Nova Inglaterra. Seu irmão, Abbott Lawrence Lowell (1856-1943), foi presidente da Universidade de Harvard; sua irmã, Amy Lowell (1874-1925), uma importante poeta e crítica. Lowell estudou matemática em Harvard e, após sua formatura, dedicou seis anos ao comércio, gerenciando o cotonifício da família. Na primavera de 1883, ele fez sua primeira viagem ao Japão. Em agosto daquele ano, foi convocado pela delegação dos Estados Unidos em Tóquio, para servir como secretário e conselheiro da Missão Especial da Coreia aos Estados Unidos, a primeira missão da Coreia a um país ocidental. Lowell aceitou a oferta e, como escreveu mais tarde, logo "entrei na minha terra natal como um estrangeiro." Os coreanos ficaram satisfeitos com seus serviços e, na conclusão de sua missão, convidaram Lowell para acompanhá-los de volta à Coreia. Ele permaneceu na Coreia por cerca de dois meses apenas, mas sua estadia forneceu a base para Choson, a Terra das Manhãs Calmas, na qual descreve a geografia, o povo e a cultura de um país ainda pouco conhecido no Ocidente. Lowell passou a maior parte da década seguinte no Extremo Oriente, onde escreveu vários livros e dominou as línguas japonesa e coreana. No outono de 1893, retornou aos Estados Unidos, começou a estudar astronomia e fundou, em 1894, o Observatório Lowell de Flagstaff, no Arizona. Sua contribuição científica mais importante foi postular, em 1914, a existência de um planeta trans-netuniano, dezesseis anos antes de um astrônomo do Observatório de Lowell ter descoberto o planeta que se chamaria Plutão.