11 de agosto de 2011

Este Gráfico foi Compilado na Expedição da Sibéria sob o Comando do Capitão da Marinha Bering de Tobolsk ao extremo de Chukotkan

Vitus Jonassen Bering (1681-1742) nasceu na Dinamarca mas passou a maior parte de sua vida adulta na marinha russa. Em 1725, o Czar Peter I (Pedro o Grande) instruiu Bering a proceder em uma expedição para encontrar o ponto onde a Sibéria se conectava à América. A qual ficou conhecida como a Primeira Expedição Kamchatka (1725-30), Bering viajou por terra de São Petersburgo via Tobolsk até a Península Kamchatka, onde ele tinha um navio, o São Gabriel, construído. Em 1728 ele navegou norte ao longo da costa da Península Kamchatka. Em agosto do mesmo ano ele passou pelos dois continentes através do estreito que mais tarde levaria seu nome, mas nunca encontrou a costa do Alasca e não conseguiu determinar se a Ásia e a América do Norte estavam conectadas ou separadas por água. Em seu retorno a São Petersburgo, Bering apresentou à Imperatriz Anna (reinado de 1730-40) os mapas preparados durante a expedição. Diferentemente de outros mapas de expedição, este mapa feito à mão contém desenhos etnográficos, algumas das primeiras imagens dos habitantes da Sibéria. As pessoas representadas no mapa incluem os Iacutos, Coriacos, Chukchis, Evenks (formalmente conhecidos como os Tungus ou Tunguz), Kamchadak (ou Itelmen), e o povo Ainu das Ilhas Curilas. A Segunda Expedição Kamchatka de 173-43, também liderada por Bering, finalmente resultou na descoberta europeia do Alasca e confirmação de que a Sibéria e o Alasca estavam realmente separados por água.

O Jardim da Virgem Maria

O manuscrito de 1510 Jungfru Marie örtagård (O Jardim da Virgem Maria) é o trabalho de uma freira anônima do Monastério Brigttine de Vadstena a leste de Götaland, Suécia, e é a única fonte sobrevivente dos salmos suecos, coleções e lições, hinos e comentários usados diariamente pelas freiras do monastério. Desde o fim do século XIV até cerca de 1530, o monastério Vadstena contribuiu significativamente com o desenvolvimento de uma nascente identidade cultural sueca, principalmente através da língua que aí se desenvolveu e foi ensinada. A maioria da freiras tinha pouco conhecimento de Latim. Assim, a literatura divina adequada teve que ser traduzida ou originalmente composta em Sueco. Algumas freiras eram escribas qualificadas e usuavam uma característica escrita cursiva inclinada com uma caneta de pena larga e fortes traços perpendiculares. A maior parte deste manuscrito não é ornamentada, mas incluí bordas finamente ornamentadas, inciais maiúsculas e várias miniaturas ricamente adornadas, algumas mostrando imagens para serem veneradas e outras cenas da vida monástica. O monastério, que inicialmente tinha uma seção de monges assim como de freiras, eventualmetnte foi vítima dos efeitos da Reforma Protestante e de leis reais e foi fechado no fim do século XVI.

Carta Geográfica do Reino do Chile

Este mapa, do padre jesuíta chileno Alonso de Ovalle (1601-1651), aparece em seu livro Histórica Relación del Reyno de Chile (Narração Histórica Sobre o Reino do Chile), considerado a primeira história do país. O mapa é resultado de um grande esforço descritivo que começou durante a primeira viagem de Ovalle à Europa como Procurador do Chile, em 1641. Naquele tempo, o Jesuítas precisavam de apoio em seus trabalhos missionários no sul do Chile, e Ovalle foi encarregado de recrutar ajuda e levantar fundos. Atendendo à necessidade de informações sobre o país, o livro e o mapa de Ovalle foram publicados em Roma em 1646, em edições espanhola e italiana. O impressor foi Francesco Cavallo; Ovalle dedicou o trabalho ao Papa Inocêncio X. O livro destacava as atividades missionárias jesuítas e concentrava-se nos aspectos físicos, sociais e culturais do Chile durante os primeiros quarenta anos do século XVII. Fornecia descrições topográficas e etnológicas detalhadas das colônias do sul. O mapa de Ovalle complementava o texto com ilustrações de vulcões, rios e lagos, junto com imagens decorativas da fauna e da flora e cenas de pessoas ocupadas em várias atividades sociais e comerciais. A figura de um nativo com uma cauda é um detalhe intrigante e inexplicável. Sob uma perspectiva cartográfica, o mapa contém erros. Em sua declaração ao leitor (Ad Lectorem), Ovalle admite incertezas e a ausência de longitudes. A orientação do mapa é pouco comum. O Norte (septentrio) está à esquerda, colocando a Terra do Fogo à direita. O Estreito de Magalhães separa o continente da "Terra Incógnita", a ainda desconhecida Antártica, que está colocada no canto superior direito, ao sudeste do continente sul-americano.

Descrição da Nova Rota para o Sul do Estreito de Magalhães que o Holandês Willem Schouten de Hoorn Descobriu e Estabeleceu no ano de 1616

Em junho de 1615, os navegadores holandeses Jacob Le Maire (cerca de 1585-1616) e Willen Corneliszoon Schouten (cerca de 1567-1625) saíram em dois navios, o Eendracht e o Hoorn do Porto Holandês de Texel. O objetivo deles era encontrar uma nova rota para as Ilhas Molucas, principal rota Européia da pimenta no lucrativo comércio de especiarias com as Índias Orientais, e assim tentar evitar o monopólio comercial da Companhia das Índias Orientais Holandesas. Eles velejaram ao sul do Estreito de Magalhães e, em 24 de janeiro de 1616, dscobriram uma nova passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico: um estreito de cerca de 13 quilômetros de largura entre a Terra do Fogo e o que eles chamaram de Terra Staten (atual Ilha dos Estados, Argentina). A passagem veio a ser chamada Estreito Le Maire. Muitos dias depois, Le Maire e Schouten se tornaram os primeiros europeus a rodear o ponto extremo sul da América do Sul, conhecido por suas tempestades e mar revolto, que eles chamaram de Cabo Horn em homenagem ao local de nascimento de Schouten, a cidade de Hoorn. Este mapa do Estreito Le Maire é de uma edição francesa do diário de viagem de Schouten Journal ou description du merveillevx voyage de Guillaume Schovten, hollandois natif de Hoorn, fait en années 1615, 1616 & 1617 (Diário ou descrição da maravilhosa viagem de Willem Schouten, um holandês nativo de Hoorn, feito nos anos de 1615, 1616 e 1617), que foi publicado em Amsterdâ em 1619.

Um Gráfico do Estreito de Magalhães pela Rota da Terra do Fogo

Este mapa de "Magellanica", a terra ao sul do Estreito de Magalhães, é de Willem Janszoon Blaeu, um cartógrafo líder holandês e editor de mapas e o fundador de uma família de distintos cartógrafos que incluía seus filhos Joan e Cornelis. Nascido na Holanda em 1571, entre 1594 e 1596 Blaeu estudou na Dinamarca com astrônomo Tycho Brahe, onde desenvolveu habilidades como construtor de instrumentos e de globos. Retornando à Amsterdã, ele fundou a empresa familiar de mapas. Em 1680 ele foi indicado como hidrógrafo principal da Vereenigde Oost-Indische Compagnie (Companhia Unida das Índias Orientais), uma posição que ele manteve até sua morte em 1638. Este mapa de 1640 reflete a especialização de Blaeu em cartografia marítima. O canto inferior esquerdo apresenta um grupo de sete navios à vela, posicionados sobre uma cartela na qual a escala é dada em milhas alemãs. A cartela é sustentada por um grupo de três patagônios. Os nomes dos oceanos Atlântico, Pacífico e dos oceanos do sul são indicados no outro canto do mapa. O mapa é dedicado a Constantijn Huygens, um poeta e diplomata holandês que com seu irmão mais famoso, Christiaan (o descobridor da lua de Saturno, Titã), também construiu telescópios e estudou os céus.

Comentário de Husayn

Tafsīr-i Ḥusaynī (Comentário de Husayn) é um comentário do alcorão, transcrito em dois volumes. O comentário original foi escrito em 1504 (910 a.H.), mas esta cópia foi feita em 1855-57 (1272-74 a.H.) por Wali ul Din. O primeiro volume deste manuscrito abrange os capítulos (suratas) no Alcorão de Fatihah (Verso de Abertura) a Kahf (A Caverna); o segundo volume as suratas de Maryam (Maria) a Al-Nās (O Povo). O manuscrito é lindamente transcrito em papel feito à mão, com comentário dedicado a cada conceito, palavra ou pensamento. Palavras e conceitos do Alcorão foram escritas em tinta vermelha, seguidas de comentários em tinta preta. A primeira página de cada volume do manuscrito tem um adorno floral incrustado de ouro.