5 de abril de 2011

Sobre a Arte de al-Aroodh

Este livro manuscrito, de 1554, está dividido em duas seções. A primeira seção é um trabalho gramatical de um autor desconhecido, que compara a conjugação de verbos em árabe e em persa, indicando mudanças nas formas cada vez que um tempo verbal diferente é usado, contendo, também, uma lista das formas singular e plural de muitos substantivos árabes. A segunda seção do livro é um breve artigo, em turco-otomano, de um autor desconhecido, sobre as métricas da poesia árabe. O manuscrito é da Coleção Bašagić de Manuscritos Islâmicos, da Biblioteca Universitária de Bratislava, na Eslováquia, que foi inscrita no programa Memória do Mundo, pela UNESCO, em 1997. Safvet beg Basagić (1870-1934) foi um acadêmico bósnio, poeta, jornalista e diretor de museu, que reuniu uma coleção de 284 volumes manuscritos e 365 volumes impressos que refletem o desenvolvimento da civilização islâmica, desde o seus primórdios até o início do século XX. O manuscrito é o item 464 na Jozef Blaškovič, Arabské, turecké a perzské rukopisy Univerzitnej knižnice v Bratislave (manuscritos em árabe, turco e persa da Biblioteca da Universidade de Bratislava).

Diário de Nova Holanda 1647. Escrito nos anos 1641, 1642, 1643, 1644, 1645 e 1646

Willem Kieft (1597-1647) foi um mercador holandês nomeado pela Companhia das Índias Ocidentais como diretor geral de Nova Holanda, em 1638. Kieft instituiu uma política rigorosa para os índios da colônia, a quem ele tentou aplicar impostos e banir de suas terras. Em 1643, um contingente de soldados sob o comando de Kieft atacou uma aldeia de Raritan, em Staten Island, numa disputa sobre a posse de suínos supostamente roubados de uma fazenda holandesa. Isto gerou o sangrento conflito de dois anos conhecido como a guerra de Kieft, a qual prosseguiu violentamente por partes do que é hoje a área metropolitana de Nova York (Jersey City, Nova Jersey e Baixa Manhattan), de 1643 a 1645, colocando os holandeses contra uma confederação de tribos Algonquins. A Companhia das Índias Ocidentais removeu Kieft de seu posto em 1647 e o substituiu por Peter Stuyvesant, o último diretor geral de Nova Holanda antes da colônia ser tomada pelos inglêses, em 1664. Este diário manuscrito por um colono holandês desconhecido, das coleções de manuscritos da Biblioteca Nacional dos Países Baixos, é uma importante fonte de estudos do governo de Kieft, da guerra e da Nova Holanda na década de 1640.

Após o Grande Furacão de 1896

Esta imagem mostra a devastação causada pelo Grande Furacão de 1896 que atingiu as costas do Golfo e Atlântica da Flórida. Com seu litoral de 2.200 quilômetros, a Flórida é o estado americano mais vulnerável a estas tempestades. Mais de 450 furacões e tempestades tropicais registradas atingiram suas costas, desde o começo da exploração européia. O furacão de setembro de 1896 destruiu a maior parte da área residencial da cidade de Cedar Key, na costa oeste superior da península da Flórida, matando dezenas de moradores e destruindo a maior parte das indústrias de Cedar Key. Antes de tocar terra firme, a tempestade e a ressaca do mar naufragaram mais de 100 barcos de pesca de esponja, matando um número incontável de tripulantes. O furacão atravessou, então, a península, deixando uma larga faixa de destruição até atingir a costa atlântica, em Fernandina, antes de se dirigir ao norte, para a Virgínia. Esta imagem mostra sobreviventes, tanto brancos como negros, em Fernandina, de pé, em montes de entulho, ainda visivelmente chocados com a destruição. Outras tempestades famosas na história da Flórida incluem o furacão Okeechoebee, de 1928, e o Furacão do Dia do Trabalho, de 1935. Em Seus Olhos Viam Deus, Zora Neale Hurston descreveu a devastadora enchente causada pelo furacão de 1928, que matou mais de duas mil pessoas, a maioria delas trabalhadores agrícolas migrantes. O furacão de 1935 tirou a vida de mais de 350 veteranos da Primeira Guerra Mundial, que trabalhavam em projetos de construção nas Keys da Florida.

Lotus Sutra

Esta edição impressa, deste trabalho da Dinastia Song do Sul (960-1127), é o único exemplar existente. Estava, inicialmente, na coleção de Fu Zengxiang e foi adquirida pela Biblioteca do Congresso em 1941.

Dicionário Kangxi

Este livro foi compilado por Zhang Yushu, Chen Tingjing e outros famosos filólogos e linguistas de toda a China, em resposta a um decreto do Imperador Shengzu, no ano 49 da era Kangxi. O trabalho foi concluído no ano 55 da era Kangxi. Através de diplomatas, missionários e da Exposição Mundial de 1904 em Saint Louis, a Biblioteca do Congresso adquiriu edições do Dicionário Kangxi, publicadas em 1716, 1780, 1827 e 1878.

Os músculos da perna esquerda vistos de frente, e os ossos e os músculos da perna direita vistos em perfil direito e, entre eles, a patela. Desenho por Michelangelo Buonarroti, cerca de 1515 a 1520

Estes desenhos, de uma perna humana, são do artista Michelangelo Buonarroti (1475 a 564), cujos estudos de anatomia foram registrados por seus primeiros biógrafos, Vasari (1550) e Condivi (1553). Conta-se que Michelangelo dissecou um cadáver, pela primeira vez, em Florença, por volta de 1495, após ele ter sido contratado para esculpir um crucifixo de madeira para a igreja do Santo Espírito. O prior da igreja cedeu-lhe algumas salas nas quais ele pode, através da dissecação, aprender como representar os músculos do Cristo agonizante de uma forma convincente. Sua última dissecação testemunhada ocorreu em Roma, em 1548. Tais estudos foram particularmente propícios ao seu tema típico: o homem nu com músculos bem marcados numa ação de contorção. O desenho à esquerda é uma imagem frontal, ou anterior, da perna e coxa esquerdas, na qual cada um dos músculos principais é desenhado cuidadosamente em linhas de contorno e depois sombreado com linhas diagonais para enfatizar suas formas. As formas dilatada e esguia dos músculos são claramente delineadas pelo desenhista, como é o modo compacto no qual os músculos se entrelaçam. O desenho à direita é uma imagem lateral da mesma estrutura, após os músculos terem sidos cortados e afastados da parte frontal do membro. Esta obra foi apresentada à Biblioteca Wellcome, em 1980, em memória do Dr. Robert Heller e de sua esposa, senhora Anne Heller.