10 de fevereiro de 2011

Rubricas do Primeiro Livro de Lactantius Firmianus Sobre os Institutos Divinos Contra os Pagãos Começa …

Este trabalho muito raro, de Lucius Caecilius Firmianus Lactantius, é um dos primeiros livros impressos na Itália e o primeiro impresso italiano datado. Foi produzido pelos tipógrafos alemães Conrad Sweynheym e Arnold Pannartz, que estabeleceram prensa tipográfica, em 1465, na abadia beneditina de Subiaco, perto de Roma. Segundo o colofão, o livro foi concluído "No ano de Nosso Senhor 1465, no segundo ano de pontificado de Paulo II, a décima-terceira proclamação e último dia menos dois do mês de outubro. No venerável mosteiro de Subiaco". Sweynheym e Pannartz mudaram-se para Roma em 1467 e por volta de 1475 haviam imprimido 50 livros, incluindo trabalhos dos padres da igreja e de autores clássicos romanos. Este volume contém os sete livros do mais importante trabalho de Lactantius, Divinarum institutionum libri VII (As Divinas Instituições) e dois trabalhos menores do mesmo autor. Nascido no norte da África no final do século III DC, Lactantius foi professor de retórica que, após sua conversão, escreveu trabalhos baseados em modelos clássicos que explicavam o cristianismo de um modo destinado a agradar aos romanos educados que ainda praticavam as religiões tradicionais de seu império. Escrito entre 303 e 311, Divinarum institutionum discute a futilidade da crença pagã e a lógica e a verdade do Cristianismo. O início do volume contém uma tabela de nove comentários explicativos introduzindo os textos que se seguem. Em quase todo o livro, as primeiras letras dos parágrafos estão em vermelho ou azul, e o começo dos capítulos estão manuscritos em vermelho. Letras maiúsculas iniciais iluminadas com folha de ouro abrem cada um dos nove livros que compreendem o trabalho. O volume foi encadernado em couro marroquino vermelho decorado em ouro, em meados do século XIX.

Declaração de Projeto para o Palácio Real de Caserta para Suas Majestades Reais Carlo, Rei das Duas Sicílias e de Jerusalém. Infante de Espanha, Duque de Parma e de Piacenza, Grande Príncipe Hereditário da Toscana e da Rainha Maria Amália da Saxônia

Luigi Vanvitelli (1700-1773) foi um arquiteto e engenheiro italiano, filho do pintor de origem flamenga Gaspar van Wittel. Vanvitelli foi treinado em Roma, pelo arquiteto Nicolau Salvi, e projetou igrejas e outras estruturas em Roma e em Ancona, no centro-leste da Itália. Foi comissionado, em 1751, por Carlos VII, o rei Bourbon de Nápoles e Sicília, para construir o novo palácio real de Caserta, um pouco ao norte de Nápoles. A construção deste magnífico edifício começou em 1752. Foi um dos maiores edifícios construídos na Europa no século XVIII e agora é um Sítio do Patrimônio Mundial da Unesco. Dichiarazione dei disegni del Reale Palazzo di Caserta (Declaração de Projeto para o Palácio Real de Caserta)contém projetos de Vanvitelli para o palácio, com gravuras de Carlo Nolli, Nicola Orazi e Rocco Pozzi. As gravuras são todas assinadas por Vanvitelli. A vinheta de Vanvitelli, no frontispício, é de Pozzi; os dois títulos são de Filippo Morghen e Pozzi. O papel usado para produzir o livro foi fornecido por Joseph Vettori di Camerino, fabricante de papel em Pioraco, perto de Ancona.

Carta náutica da bacia do Mediterrâneo

Esta carta náutica portulana, de origem catalã, ilustra as áreas costeiras do Mar Mediterrâneo com riqueza de detalhes, com topônimos das áreas inabitadas mostrados sem preocupação com as divisões político-territoriais. As cartas náuticas começaram a ser usadas nas embarcações que singravam o Mediterrâneo no final do século XIII, coincidindo com a ampliação da exploração e da atividade marítima. Estas cartas suplementavam as instruções escritas, ou portulanos, os quais eram usados há vários séculos, daí serem chamadas de cartas portulanas. Os principais centros de produção destas cartas eram a Espanha e o norte da Itália. A Carta nautica Bacino del Mediterraneo (Carta náutica da bacia do mediterrâneo), a única em seu gênero, dos arquivos e bibliotecas da Sardenha, é um testemunho das relações culturais e comerciais que existiam entre a Sardenha e a Catalunha, no século XVI. Originalmente traçados em uma única folha de papel, o mapa era dividido em quatro partes e utilizado na encadernação de dois volumes. A quarta parte do documento não existe mais. A carta é atribuída à oficina de Mateus Prunes (1532-1594), um dos principais membros de uma família de cartógrafos que viveu e trabalhou na ilha de Maiorca, do início do século XVI ao final do século XVII.

Obras de Galileu Galilei, Parte 2, Volume 13, Flutuadores: Fragmentos e Primeiros Rascunhos Relacionados ao Tratado "Das Coisas que Flutuam na Água"

Este trabalho fragmentário desenvolve estudos anteriores realizados pelo cientista, filósofo e matemático italiano Galileu Galilei (1564-1642) sobre o matemático e físico grego Arquimedes de Siracusa (cerca 287 AC - cerca de 212 AC). Este estudo contém notas sobre as teorias de empuxo e flutuação, que Galileu posteriormente reuniu de uma forma mais coerente, em seu Tratado Discorso...intorno alle cose che stanno in sù l'acqua (Discurso sobre Corpos Flutuantes), publicadas em Florença em 1612. Assim como seu trabalho de astronomia mais importante, Sidereus Nuncius (Mensageiro estrelado), o trabalho de Galileu provocou controvérsia por seus pontos de vista sobre a causalidade científica e a sua relação com o método aristotélico. Dois acadêmicos de Pisa, Arturo Pannocchieschi d'Elci e Giorgio Coresio, publicaram tratados no final de 1612, criticando o trabalho de Galileu.

Obras de Galileu Galilei, Parte 3, Volume 15, Astronomia: O Ensaísta

Il Saggiatore (O Ensaísta), de Galileu Galilei (1564-1642), é a trabalho final e mais importante na polêmica relacionada às características dos cometas envolvendo o cientista e matemático italiano nos anos de 1618-23. Três cometas apareceram nos céus da Europa em 1618, dando origem a um debate sobre a natureza destes corpos celestes. Em 1619, o padre jesuíta Orazio Grassi publicou, sob pseudônimo, um tratado sobre os cometas. A interpretação de Grassi foi, então, criticada no Discorso delle comete (Discurso sobre Cometas), um trabalho publicado por Mario Guiducci mas atribuído a Galileu. Il Saggiatore é endereçado a Virginio Cesarini, um jovem que havia ouvido uma palestra de Galileu em Roma. Tomando a polêmica de Grassi sobre a natureza dos corpos celestes como ponto de partida, Galileu estabeleceu uma abordagem geral para a investigação científica dos fenômenos celestes, fazendo, por conseguinte, uma defesa indireta da teoria heliocêntrica Copernicana contra o sistema geocêntrico Ptolomaico. Galileu argumentou que o livro da natureza fora escrito em termos matemáticos e, desta forma, só poderia ser decifrado por aqueles que conheciam matemática. Il Saggiatore foi publicado em Roma em 1623, sob os auspícios da Academia Linceana, e dedicado ao Papa Urbano VIII. A edição romana foi confiada a Tommaso Stigliani, que fez um péssimo trabalho, resultando em inúmeros erros tipográficos. Todos os exemplares da primeira edição do Il Saggiatore trazem, consequentemente, as correções necessárias para dar ao texto o significado original de Galileu. Este exemplar apresenta notas marginais na letra do próprio Galileu.

Exercícios Filosóficos por Antonio Rocco

Em Esercitazioni filosofiche (Exercícios Filosóficos), publicado em 1633 e dedicado ao Papa Urbano VIII, o padre italiano e professor de filosofia Antonio Rocco (1586–1653), apresentou várias teorias Aristotélicas cuja intenção era desafiar o novo método científico de Galileu Galilei (1564–1642). Auto-declarado adepto da escola peripatética de filosofia, Rocco criticou a ciência baseada em evidência, da qual Galileu era o pioneiro, e argumentou em favor da abordagem aristotélica de derivação de verdades científicas de princípios gerais. O livro de Rocco foi um ataque direto ao Dialogo sopra i massimi sistemi del mondo (Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo), publicado em 1632. Galileu já havia sido condenado pela Inquisição por ensinar a visão de Copernicana do sistema solar, que colocava o Sol e não a Terra, no centro do universo, e ele prudentemente preferiu não se comprometer com a publicação de material novo para rebater Rocco. Em vez disso, ele escreveu uma defesa calorosa de seus argumentos diretamente nesta cópia, usando inúmeras notas marginais e comentários em documentos adicionados ao volume impresso.