13 de dezembro de 2011

Uma Planta Baixa das Obras e Prédios da Propriedade O Bosque, de Peter Langford Brooke, Esq., Situado na Paróquia de São João, Antígua

No período colonial, a família Langford Broke, de Mere, em Cheshire, Inglaterra, possuía diversas propriedades na Ilha de Antígua. Este documento é uma planta baixa detalhada das obras e construções na propriedade da família, chamada O Bosque. Um índice alfabético à esquerda, indica as várias estruturas, as quais incluem a caldeira, a destilaria, o moinho de vento, a ferraria, a casa principal e outras. O desenho, na parte inferior central, mostra como a água de um lago era fornecida para as obras na propriedade. Na parte superior à esquerda, encontra-se um brasão de armas colonial. Um mapa suplementar, produzido pelo mesmo topógrafo, oferece uma visão geral de toda a propriedade. Os escravos faziam a maior parte do trabalho nestas propriedades, as quais se dedicavam à produção de cana-de-açúcar.

Tratado sobre Geometria

Yuan rong jiao yi (Tratado sobre geometria) é uma edição de 1847 de uma obra ditada em 1608 pelo jesuíta italiano Matteo Ricci (1552-1610) para o oficial e estudioso Zhizao Li (1565-1630). Ricci, cujo nome chinês era Li Madou, foi uma das figuras fundadoras da missão jesuíta na China. Li Zhizao foi batizado por Ricci em 1610 e adotou o nome de Leo. Ele estudou com Ricci e escreveu prefácios para vários de seus livros. Ricci ditou várias obras para Li, que passou-as para um chinês aceitável. O tratado foi impresso pela primeira vez em Pequim, em 1614, após a morte de Ricci e enquanto Li foi nomeado para Shanzhou (atual Puyang Xian, província de Hebei). Ele foi reeditado por seu amigo Wang Mengpu, com um prefácio do próprio Li. O tratado de Ricci foi incluído na coleção de 19 obras de missionários, editada por Li, intitulada Tian xue chu han (Obras preliminares sobre astronomia), publicada juntamente com três outras obras de Ricci e Xu Guangqi. Esta edição de 1847 está incluída na Hai shan xian guan cong shu (Coleção de Haishan Xianguan), que foi publicada em Fanyu por volta de 1845-1849, com base nos livros da biblioteca particular do comerciante Pan Zhencheng (1714-1788). A fonte de Ricci foi um comentário do jesuíta alemão Clavius sobre o trabalho do século XIII sobre esferas pelo estudioso, monge e astrônomo Johannes de Sacrobosco (por volta de 1195-por volta de 1256). O livro de Ricci discute a esfera e seu volume, começando com a afirmação de que tudo na terra tem uma forma. Ele então explica essas formas, como o círculo, o retângulo, o polígono e o triângulo equilátero e observa que de todas as figuras geométricas com a mesma área de superfície a esfera possui o maior volume. O livro contém 18 proposições, o texto mantém a ideia da perfeição divina da esfera celeste.

Os elementos da geometria

Em 1690, o Imperador Kangxi convocou dois missionários franceses, Zhang Cheng (Jean Francois Gerbillon, 1654-1707) e Bai Jin (Joachim Bouvet, 1656-1730), para irem à Pequim a fim de ensinar-lhe matemática. A princípio, os missionários consideraram utilizar a tradução parcial do início do século XVII feita por Matteo Ricci (1552-1610) e Xu Guangqi (1562-1633) da grande obra de Euclides sobre geometria, Elementos, mas eles acharam-na muito complicada. Então eles decidiram traduzir a obra Éléments de géométrie do jesuíta francês Ignace Gaston Pardies (1636–73), que se baseou em Euclides, Arquimedes e Apolônio. Eles deram à sua obra, de sete juans, o mesmo título chinês, Ji he yuan ben (Os elementos da geometria), que Ricci e Xu tinham dado à sua tradução de Euclides. Esse exemplar bastante raro é manuscrito. Há correções à tinta e inúmeras tiras de papel com correções coladas nas páginas e algumas notas editoriais dos tradutores, em uma das quais se lê: “Zhang Cheng deseja corrigir”. A obra foi apresentada ao imperador Kangxi, que acrescentou comentários próprios nas margens superiores. A Biblioteca Nacional Central de Taiwan possui mais uma edição desta obra, na qual o prefácio observa que a obra de Ricci era gramaticalmente confusa e difícil de entender, o que explica por que essa tradução foi feita. O texto desta outra edição é o mesmo daquele traduzido por Zhang Cheng Jin e por Bai, exceto que ele incorpora as correções anteriores. Ambos os exemplares pertenceram anteriormente aos colecionadores de livros Mo Tang (1865-1929) e Yinjia Wang (1892-1949).

Resumo de astronomia

Tian wen lue (Resumo de astronomia) é uma obra famosa de Yang Manuo, o nome chinês do padre Manuel Dias (1574-1659), também conhecido como Emanuel Diaz. Diaz, um missionário jesuíta português, chegou à China em 1610 e em Pequim em 1613. Ele também passou um tempo em Macau, Shaochuan, Hangzhou, Ningbo, Fuzhou e outras cidades. Ele morreu em Hangzhou, durante o reinado da dinastia Qing do imperador Shunzhi. Comumente conhecido por seu título em latim, Explicatio Sphaerae Coelestis, o livro foi publicado pela primeira vez em 1615. Esta cópia é a edição original. Foi a primeira obra a introduzir o telescópio na China, inventado e usado em observações astronômicas poucos anos antes pelo matemático e astrônomo italiano Galileo Galilei. Galileo apoiou a visão heliocêntrica de Copérnico, sustentando que o sol era o centro do sistema solar, uma visão pela qual ele foi denunciado e, por fim, julgado pela Inquisição. Referindo-se a Galileu, Diaz escreveu que existiu um europeu que havia criado uma espécie de instrumento que “observa lugares distantes como se estivessem perto”. Embora ele mencionasse a teoria heliocêntrica, Diaz não estava convencido e continuou apoiando a visão geocêntrica. Os temas de Diaz eram a astronomia e a ciência, mas seu principal objetivo era difundir o cristianismo, proclamando “a base do conhecimento do céu é a moralidade e a base da moralidade é conhecer e servir a Deus”. O título chinês do livro, Tian wen lue, originou da Tian wen, antologia do poeta Chu pelo poeta Qu Yuan (por volta de 340–278 a.C.). Enquanto Qu Yuan acreditava em nove esferas celestes, Diaz apresentou as 12 divisões. Seguindo o método do missionário jesuíta Matteo Ricci de explicar conceitos cristãos em termos familiares para os chineses e levando em conta a familiaridade do povo chinês com as nove esferas celestes, Diaz reuniu e promoveu a astronomia desconhecida e a religião, colocando Deus na 12ª divisão, chamada Montanha do Paraíso, assim, de uma forma visual e simbólica, aprofunda o conhecimento do leitor chinês sobre Deus e o paraíso. Escrito na forma de perguntas e respostas para as consultas chinesas, o livro foi estudado e reeditado no século XIX.

15 de dezembro de 2011

Torre Eiffel, Vista Total Olhando em Direção ao Trocadero, Exposição Universal de 1900, Paris, França

Esta impressão fotocrômica de Paris é parte de "Vistas da Arquitetura, Monumentos e Outros Locais da França", do catálogo da Detroit Publishing Company (1905). Construída por Gustave Eiffel, em 1887-89, como a peça central da Exposition Universelle (Exposição Universal) de 1889, a estrutura de ferro de 10.000 toneladas e 300 metros de altura, é um dos monumentos mais conhecidos em Paris. A edição de 1900 de Paris e Seus Arredores com rotas de Londres a Paris: Manual para Viajantes, de Baedeker, declarava ser a torre " o mais alto monumento do mundo" e "uma interessante amostra de ousadia e de habilidade precisa em design, e da maravilhosa precisão científica da engenharia moderna". Hoje, a torre é universalmente reconhecida e muito apreciada, mas no inicio causou muita controvérsia. Muitos parisienses admiravam sua beleza e a ambição que ela representava, mas outros criticavam e insistiam que a torre desfigurava o horizonte de Paris.

23 de dezembro de 2011

Relatório da Comissão Constitucional 1959

Este relatório, contendo quatro partes, foi preparado, em 1959, por um comitê constitucional estabelecido por Sir Frederick Crawford, governador de Uganda, quando o então protetorado de Uganda se preparava para tornar-se independente da Grã-Bretanha. John Wild presidiu o comitê,que incluía dois outros europeus, dois asiáticos e dez africanos. Foi “a considerar e recomendar ao governador, a forma de eleições diretas em uma listagem comum para os membros representativos Assembléia Legislativa a ser introduzida em 1961, o número de vagas a serem preenchidas sob o sistema acima; [e] sua alocação entre as diferentes áreas do protetorado….” Por causa da crescente tensão entre os principais reinados do protetorado -- Bunyoro, Ankole, Busoga e especialmente Buganda -- a composição da Assembléia Legislativa e de seus procedimentos eleitorais eram questões de grande sensibilidade política. A Grã-Bretanha concedeu autonomia governamental interna para Uganda em 1961. As primeiras eleições para a Assembleia Legislativa foram realizadas em 01 de março de 1961, no âmbito dos procedimentos recomendados pelo comitê constitucional. Uganda alcançou plena independência da Grã-Bretanha em 09 de outubro de 1962.