7 de dezembro de 2011

O novo mapa do norte da costa do Brasil mostrando as distâncias dos rios Amazonas e Pará.

Este mapa do início do século XIX em aquarela e bico-de-pena da costa setentrional do Brasil, mostra o Rio Pará, um afluente do Amazonas que deságua no Atlântico na região sudeste do delta do rio principal.

O Rio Maranhão ou Rio Amazonas com a Missão da Companhia de Jesus

Este mapa do Rio Amazonas é de Samuel Fritz (1654-1728), um missionário jesuíta que mapeou a bacia do Rio Amazonas. Nascido na província da Bohemia (agora parte da República Tcheca), Fritz tornou-se sacerdote em 1673. Em 1684,ele foi enviado a Quito, no atual Equador, como missionário e passou os próximos 40 anos ministrando ao povo nativo da região do Alto Maranhão. Ele começou a mapear a região como parte de um projeto para determinar as fronteiras das terras missionárias, terras espanholas e terras portuguesas. Mais tarde, ele realizou um projeto para traçar o percurso do Amazonas. Apesar de não ter formação de cartógrafo e de utilizar apenas instrumentos muito primitivos, Fritz fez um mapa relativamente preciso da região. Ele foi o primeiro a seguir o Rio Maranhão, um afluente do Amazonas, até a sua nascente. Este mapa foi impresso pela primeira vez em Quito, em 1707 e, mais tarde, amplamente copiado na Europa.

8 de dezembro de 2011

Bokhara, Kabul, Beloquistão, etc.

Este mapa do Afeganistão e parte do Irã e Paquistão atuais foi publicado por Charles Knight (1791 –1873), um autor e editor inglês que é mais conhecido por seu papel como superintendente de publicações para a Sociedade para a Difusão de Conhecimentos Úteis. Esta sociedade foi fundada em Londres em 1826 com o propósito de melhorar o nível educacional das classes trabalhadora e média britânicas. Nos anos de 1830 a 1840, ela produziu numerosas publicações, incluindo a Biblioteca dos Conhecimentos Úteis, cujos volumes eram vendidos por seis centavos e uma série de dois volumes que ficaram conhecidos por sua alta qualidade. Este mapa foi publicado separadamente em 1841, mas ele também apareceu como a Prancha 94 nos Mapas da Sociedade para a Difusão dos Conhecimentos Úteis, publicados em Londres em 1844. O mapa foi gravado por J. & C. Walker, uma empresa de gravadores, relatores e editores de Londres que floresceu em meados do século 19. O mapa é da Biblioteca do Congresso. A importância das linhas pintadas à mão no mapa são desconhecidas.

13 de dezembro de 2011

Província de Omsk

Esta carta de baralho do início do século 19, é parte de um conjunto de 60 cartas, cada uma dedicada a uma província ou território diferente do Império Russo, que na época incluía o Grão-Ducado da Finlândia, Congresso da Polônia, e América Russa. Um lado de cada carta mostra o traje local e o brasão da província, o outro lado contém um mapa. Esta carta retrata a província de Omsk, situada na parte centro-oeste do império. A província faz fronteira com a China ao sudeste, e "Terra dos cazaques" (¬ parte da atual República do Cazaquistão) ao oeste. Omsk, o centro administrativo da província, está situada na confluência dos rios Irtysh e Om. A carta indica que a distância de Omsk até São Petersburgo é de 3,426 verstas, e de Omsk até Moscou, 2,910¼ verstas. As distâncias são mostradas em verstas, uma medida russa, hoje não mais utilizada, equivalente a 1,0668 km.

Um Discurso em Louvor ao Valoroso como Cavalheiro Virtuoso, Senhor Frauncis Drake: Com Júbilo em Suas Aventuras Felizes

Este pequeno livro do escritor elizabetano Nicholas Breton (por volta de 1545-1622) é uma obra em louvor ao explorador Francis Drake pela sua viagem ao redor do mundo em 1577-80. O fato de se referir a Drake como "mestre" em vez de "senhor", sugere que foi publicado entre 26 de setembro de 1580, quando Drake retornou a Plymouth, e 14 de abril de 1581, quando a Rainha Elizabeth I visitou o navio de Drake, conferindo-lhe o título de cavaleiro real. Breton menciona a pilhagem que Drake trouxe para casa mas é omisso quanto à forma como foi adquirida -- sem dúvida, um reflexo da posição anômala de Drake, já que a Inglaterra e a Espanha estavam oficialmente em paz, e alguns dos conselheiros de Elizabeth que a exortavam a repudiar Drake e restituir para a Espanha a riqueza que ele havia confiscado dos navios espanhóis. Elizabeth optou, porém, por apoiar Drake e a compartilhar do tesouro. Um contemporâneo próximo de William Shakespeare (1564-1616), Breton foi poeta e autor de prosa. As primeiras edições de suas obras são extremamente raras.

Sobre Substanciação Através de Relações Transitivas

Este trabalho, do proeminente teólogo Shafi’i Muhammad al-Amidi (falecido em 1233 [631 DH]), consiste em três partes. A primeira parte, nas páginas 1 e 2, aborda as diferenças entre metáforas e símiles no discurso figurativo. A segunda parte, nas páginas 3–10, trata sobre o uso de analogias e relações transitivas para comprovar uma causa. Al-qiyas, ou o uso de relações transitivas para fundamentar uma causa, é um dos quatro pilares da jurisprudência islâmica. É, também, amplamente usado por gramáticos. A última parte, na página 11, é o começo de um tratado sobre a existência, tanto dentro, quanto fora da mente. Esta cópia do manuscrito foi feita em 1805 por um escriba desconhecido. Faz parte da Coleção Bašagić de Manuscritos Islâmicos, da Biblioteca Universitária de Bratislava, Eslováquia, inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 1997. Safvet beg Basagić (1870-1934) foi um acadêmico bósnio, poeta, jornalista e diretor de museu, que reuniu uma coleção de 284 volumes manuscritos e 365 volumes impressos que refletem o desenvolvimento da civilização islâmica, desde o seus primórdios até o início do século XX. O manuscrito é o item 280 na Jozef Blaškovič, Arabské, turecké a perzské rukopisy Univerzitnej knižnice v Bratislave (manuscritos em árabe, turco e persa da Biblioteca Universitária, Bratislava).