6 de dezembro de 2011

Província de Erivan

Este cartão é um dos exemplares de um grupo de 82 cartões ilustrados, um para cada província do Império Russo, conforme existiam em 1856. Cada cartão apresenta um panorama da cultura, história, economia e geografia de uma determinada província. A frente do cartão retrata características distintas, tais como: rios, montanhas, cidades e indústrias principais. O verso de cada cartão contém um mapa da província, a sede da província, informações sobre a população e os trajes locais dos habitantes. A província de Erivan mostrada neste cartão corresponde à parte da atual Armênia, de Nakichevan no atual Azerbaijão e a uma pequena parte da atual Turquia.

Mapa Etnográfico da Península Balcânica

A dissolução do Império Austro-Húngaro, no final da Primeira Guerra Mundial, transformou a organização política dos Balcãs. A guerra começara nos Balcãs com o assassinato do arquiduque de Habsburgo, Francisco Ferdinando, por um militante sérvio da Bósnia procurando tornar seu país independente do duplo império. Jovan Cvijić, o autor deste “mapa etnográfico” dos Balcãs, publicado em 1918 pela Sociedade Geógráfica Americana de Nova York, era professor de geografia na Universidade de Belgrado. Cvijić terminou seu doutorado em formações geológicas e geomorfologia física na Universidade de Viena na década de 1890, porém, mais tarde, seus interesses mudaram para pesquisa “antropogeográfica”, que analisava as influências geográficas sobre a dinâmica étnica e cultural da península balcânica. O mapa de Cvijić é uma prova da diversidade étnica, religiosa e nacional dos Balcãs, mas oferece pouca noção dos danos demográficos que a guerra causou na península, onde uma estimativa de um quarto das populações da Sérvia e Montenegro anteriores à guerra foram mortas, uma das mais elevadas taxas de vítimas entre quaisquer países combatentes.

Mapa geral mostrando as explorações e pesquisas da expedição, 1907-1909

A Expedição Britânica à Antártica de 1907-1909, liderada por Ernest H. Shackleton, deixou o Porto Lyttelton, na Nova Zelândia, no navio Nimrod em 1º de Janeiro de 1908. Em 3 de fevereiro, o Nimrod desembarcou Shackelton e um grupo de 14 homens em Cabo Royds. Os homens dividiram-se em três grupos. Um deles deveria tentar chegar ao Polo Sul, um segundo grupo foi para o norte para chegar ao Polo Sul magnético, enquanto que um terceiro grupo deveria explorar as montanhas a oeste do estreito de McMurdo. Shackleton, três companheiros e quatro pôneis partiram para o Polo Sul em 29 de outubro. Enfrentando grandes dificuldades, em 9 de janeiro de 1909, atingiram uma latitude de 88°23' S., mais ao sul do que qualquer expedição anterior. Lá eles foram forçados a retornar, devido à rigorosas nevascas e poucos mantimentos. Este mapa, de um artigo de Shackelton, de 1909, traça a rota das três equipes de exploração e do Nimrod, no qual os homens retornaram com segurança à Nova Zelândia. A expedição fez importantes descobertas científicas em geologia, biologia e outras áreas. Cerca de três anos mais tarde, em 14 de dezembro de 1911, o norueguês Roald Amundsen e quatro companheiros finalmente chegaram ao polo.

Mapa Geral da Rússia asiática: Mostrando uma atualização da Divisão em Províncias e Regiões, Administração Marítima da Região Marítima e as Rotas dos Navegadores Russos

Este mapa russo da Sibéria mostra as fronteiras das regiões e distritos, centros populacionais, estradas, fortalezas, redutos, guaritas, postos, fábricas, minas e ruínas. Indica, também, os territórios das diversas nacionalidades da Sibéria e mostra minuciosamente as rotas seguidas pelos maiores exploradores russos - Bering, Billings, Kruzenshtern, Golovin, Sarychev, Gall - em suas expedições ao Pacífico Norte e Alasca. O mapa foi produzido pela Corporação de Topógrafos Militares que, por um decreto governamental de 1822, foi anexada à Corporação Geral e à Estação Topográfica Militar "a fim de que eles pudessem realizar com o mais êxito os levantamentos de estado em tempo de paz e os de reconhecimento de localidades em apoio ao exército, em tempo de guerra. " Na Rússia, como em outros países europeus (e nos Estados Unidos), no séculoXIX , a responsabilidade de mapear o território nacional era muitas vezes atribuída aos militares.

Grandes rotas comerciais do Saara

Este mapa de rotas comerciais transaarianas de 1889, do explorador francês Edouard Blanc, reflete a crescente prioridade dada pelos europeus ao comércio terrestre durante a “corrida pela África” imperial do final do século XIX. Em artigos sobre sua obra, Blanc destacou a importância de identificar rotas geográficas “naturais” que ligariam territórios coloniais franceses na África Ocidental, como o Senegal, à Argélia na África Setentrional, além de conectarem a costa mediterrânea ao Sudão e África Central. Blanc baseaou seus mapas não apenas em suas próprias viagens, mas também em quase um século de relatos dos viajantes europeus que remontam à viagem do inglês W. G. Browne, em 1793, à Dafur. As características identificadas no mapa incluem dunas, rios e vales áridos, bem como rotas de caravanas árabes, ferrovias coloniais e estradas. As rotas de vários exploradores europeus são também documentadas, inclusive a expedição ao Sudão de Gustav Nachtigal, em 1869, as viagens do Marrocos a Timbuktu de Oskar Lenz, em 1880, a viagem ao Sudão dos italianos Matteucci e Massari, em 1880, além de várias expedições francesas saindo da costa argelina, inclusive a de Colonieu, em 1860, saindo de Oran e a de Flatters, saindo de Constantine, entre 1880 e 1881.

7 de dezembro de 2011

Mapa geral da diocese do Pará: Mostra a divisão das paróquias onde o venerável Padre Miguel de Bulhões lll, bispo do Pará, fundou e construiu a diocese

Este mapa mostra o território da Diocese Catótica Romana de Belém do Pará. A diocese foi fundada em 1720, após sua separação da Diocese de São Luís do Maranhão e foi centralizada na cidade de Belém, capital do estado do Pará. O mapa mostra a extensão da diocese sob a responsabilidade do Bispo Miguel de Bulhões e Souza (1706-1778), que serviu como bispo em Cingapura antes de vir para o Brasil em 1749. Bulhões supervisionou a construção e a consagração da nova catedral em Belém, bem como a reabertura do seminário local. Sacerdote da ordem dominicana, Bulhões serviu no Brasil durante o período em que os jesuítas foram expulsos do país. Em 1760, foi nomeado para uma nova diocese em Portugal e deixou o Brasil no mesmo barco em que partiram os padres jesuítas.