23 de dezembro de 2011

Igreja do Ícone da Virgem Hodigitria (1763) vista do sudoeste, Kimzha, Rússia

Esta vista sudoeste de inverno da Igreja do Ícone da Mãe de Deus Hodigitria, na aldeia de Kimzha (distrito de Mezen, oblast de Arkhangelsk), foi tirada em 2000 pelo Dr. William Brumfileld, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. A aldeia de Kimzha surgiu no início do século XVI, na margem direita do rio Kimzha, um afluente do rio Mezen que deságua no Mar Branco. Em 1699, um relâmpago seguido de um incêndio causou a destruição da Igreja do ícone da Mãe de Deus Hodigitria no século XVII. A obra na igreja teve início em seguida. Devido aos escassos recursos da aldeia, a igreja foi consagrada somente em 1763. É o único exemplo sobrevivente de um tipo de igreja característico da área do rio Pinega, com uma torre elevada tipo "tenda" (shatër) e uma cúpula contígua ladeada por quatro cúpulas sobre frontões em forma de barril (bochka). A abside (à direita) possui um frontão similar. Na década de 1870 os troncos de lariço duráveis da igreja foram revestidos com pranchas, pintadas de branco com faixas azuis e verdes. Naquela época, um campanário foi erguido sobre o pórtico oeste. (Existia um campanário antigo na margem do rio). O escritório de restauração soviético desaprovou o revestimento de pranchas do século XIX e, na década de 1980, parte dele foi removido. A falta de fundos suspendeu o processo. Desde 1993, várias tentativas foram feitas para restaurar este monumento único, porém com resultados limitados.

Igreja do Ícone da Virgem Hodigitria (1763) vista do sul, Kimzha, Rússia

Esta vista sul da Igreja do Ícone da Virgem Hodigitria, na aldeia de Kimzha (distrito de Mezen, oblast de Arkhangelsk), foi tirada em 2000 pelo Dr. William Brumfileld, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. A aldeia de Kimzha surgiu no início do século XVI, na margem direita do rio Kimzha, um afluente do rio Mezen que deságua no Mar Branco. Em 1699, um relâmpago seguido de um incêndio causou a destruição da Igreja do ícone da Mãe de Deus Hodigitria no século XVII. A obra na igreja teve início em seguida. Devido aos escassos recursos da aldeia, a igreja foi consagrada somente em 1763. É o único exemplo sobrevivente de um tipo de igreja característico da área do rio Pinega, com uma torre elevada tipo "tenda" (shatër) e uma cúpula contígua ladeada por quatro cúpulas sobre frontões em forma de barril (bochka). A abside (à direita) possui um frontão similar. Na década de 1870 os troncos de lariço duráveis da igreja foram revestidos com pranchas, pintadas de branco com faixas azuis e verdes. Naquela época, um campanário foi erguido sobre o pórtico oeste. (Existia um campanário antigo na margem do rio). O escritório de restauração soviético desaprovou o revestimento de pranchas do século XIX e, na década de 1980, parte dele foi removido. A falta de fundos suspendeu o processo. Desde 1993, várias tentativas foram feitas para restaurar este monumento único, porém com resultados limitados.

Igreja da Epifania de troncos de madeira (1787) vista do nordeste com o campanário, Oshevensk, Rússia

Esta vista nordeste da Igreja da Epifania de troncos de madeira em Oshevenskoe (distrito de Mezen, oblast de Arkhangelsk) foi tirada em 1999 pelo Dr. William Brumfileld, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. Oshevenskoe está localizada ao longo da margem direita do rio Churiuga e foi desenvolvida junto ao Mosteiro da Dormição, fundado pelo monge Alexander Osheven em 1453. Esta grande aldeia consistia de três aldeotas, cada uma com seu próprio nome. A Igreja da Epifania era presidida pela aldeota de Pogost, também um termo para o território sagrado de um antigo cemitério cercado. A Igreja da Epifania, construída em 1787 no lugar de uma igreja anterior, consiste de um sólido octógono de troncos de madeira que culmina em uma torre tipo "tenda" (shatër) e uma cúpula. Anexa ao lado leste da igreja há uma grande abside retangular (visível aqui à esquerda) com duas pequenas cúpulas para designar os altares no interior. Um refeitório (trapeznaia) estende-se do lado oeste. Erguido separadamente, à noroeste da igreja, encontra-se um campanário octogonal, também com um telhado tipo "tenda". Tanto o campanário como a igreja foram revestidos com pranchas de madeira pintadas de branco no século XIX. O interior da igreja é notável pelo seu iconóstase e pelo teto pintado. A Igreja da Epifania é atualmente usada para cultos pela paróquia local.

Igreja da Epifania (1787), interior, vista do leste com o iconóstase, Oshevensk, Rússia

Esta vista leste do interior da Igreja da Epifania em Oshevenskoe (distrito de Kargopol, oblast de Arkhangelsk) foi tirada em 1998 pelo Dr. William Brumfileld, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. Oshevenskoe está localizada ao longo da margem direita do rio Churiuga e foi desenvolvida junto ao Mosteiro da Dormição, fundado pelo monge Alexander Osheven em 1453. Esta grande aldeia consistia de três aldeotas, cada uma com seu próprio nome. A Igreja da Epifania, construída em 1787, era presidida pela aldeota de Pogost, também um termo para o território sagrado de um antigo cemitério cercado. O interior da igreja é notável pelo seu iconóstase de quatro camadas e pelo teto pintado, visível aqui. Muitos dos ícones da Fileira Local (primeira), da Fileira do Festival e da Fileira da Deesis estão faltando no quadro esculpido elaborado do iconóstase, expondo assim os grandes troncos de pinho da estrutura octogonal central. A Fileira dos Profetas (quarta) possui em seu centro um ícone da Mãe de Deus do Sinal (Znamenie). O Portão Real (no centro) foi parcialmente restaurado. No lado esquerdo encontra-se a entrada para um segundo espaço do altar. A Igreja da Epifania, atualmente usada para cultos pela paróquia local, é um dos mais impressionantes exemplos da cultura artística do norte da Rússia.

Catedral de São Procópio de Ustiug (1668, 1720) vista do leste, Veliki Ustiug, Rússia

Esta vista leste da Catedral de São Procópio de Ustiug, em Veliki Ustiug (oblast de Vologda), foi tirada em 1998 pelo Dr. William Brumfield, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. Ustiug desempenhou um papel fundamental não só no comércio do norte, mas também na atividade missionária dos prelados, como o de Santo Estevão de Perm no século XIV. Esta igreja é o segundo componente principal do conjunto da Catedral da Dormição da Virgem. São Procópio era um comerciante alemão do século XIII (possivelmente de Lübeck) que se converteu à ortodoxia em Novgorod na década de 1240 e acabou se mudando para a remota Ustiug, onde ele empreendeu um período de 30 anos de autoabnegação como um iurodivyi (Louco por Cristo). Relatos de milagres acumularam-se após a sua morte em 1303 e, em 1547, foi canonizado (o mais antigo iurodivyi a ser reconhecido pela igreja). Parece ser que uma igreja em sua memória foi construída de madeira em 1495. Esta estrutura de tijolos data de 1668 e foi construída com o apoio do Metropolita Jonas de Rostov e de um comerciante local. Modificações posteriores, incluindo as cinco cúpulas barrocas, foram feitas no século XVIII. Em 1867, uma capela dedicada ao Beato Tikhon, Bispo de Voronezh, foi adicionada no lado sul (visível à esquerda). As pinturas das fachadas exteriores datam do século XIX.

Igreja da Epifania (1787), interior, vista do leste com o nebo ("céu" ou teto pintado), Oshevensk, Rússia

Esta vista do interior da Igreja da Epifania em Oshevenskoe (distrito de Kargopol, oblast de Arkhangelsk) foi tirada em 1998 pelo Dr. William Brumfileld, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. Oshevenskoe se estende ao longo da margem direita do rio Churiuga perto do Mosteiro da Dormição, fundado pelo monge Alexander Osheven em 1453. O interior da Igreja da Epifania, construída em 1787, tem um magnífico iconóstase de quatro camadas e um teto pintado. Essa vista inclui a quarta camada--a Fileira dos Profetas--com um ícone da Mãe de Deus do Sinal (Znamenie) no centro. O teto pintado, conhecido como nebo (céu), aqui é composto por 16 vigas presas às paredes octogonais estendendo-se em uma ligeira inclinação para cima em direção a um anel central, que enquadra uma imagem de Cristo Pantocrator (Governante de Todos). Os 16 painéis estão dispostos sobre as vigas e não foi usado nenhum prego. O painel principal do teto representa a crucificação, colocado acima do centro do iconóstase. À esquerda da cruz nesta vista estão Maria, a Mãe de Deus, Maria Madalena e o Arcanjo Miguel. À direita estão São João, o Divino, Longino, o Centurião e o Arcanjo Gabriel. Esse interior está entre os mais impressionantes exemplos da cultura artística do norte da Rússia.