O Rio Maranhão ou Rio Amazonas com a Missão da Companhia de Jesus

Este mapa do Rio Amazonas é de Samuel Fritz (1654-1728), um missionário jesuíta que mapeou a bacia do Rio Amazonas. Nascido na província da Bohemia (agora parte da República Tcheca), Fritz tornou-se sacerdote em 1673. Em 1684,ele foi enviado a Quito, no atual Equador, como missionário e passou os próximos 40 anos ministrando ao povo nativo da região do Alto Maranhão. Ele começou a mapear a região como parte de um projeto para determinar as fronteiras das terras missionárias, terras espanholas e terras portuguesas. Mais tarde, ele realizou um projeto para traçar o percurso do Amazonas. Apesar de não ter formação de cartógrafo e de utilizar apenas instrumentos muito primitivos, Fritz fez um mapa relativamente preciso da região. Ele foi o primeiro a seguir o Rio Maranhão, um afluente do Amazonas, até a sua nascente. Este mapa foi impresso pela primeira vez em Quito, em 1707 e, mais tarde, amplamente copiado na Europa.

O novo mapa do norte da costa do Brasil mostrando as distâncias dos rios Amazonas e Pará.

Este mapa do início do século XIX em aquarela e bico-de-pena da costa setentrional do Brasil, mostra o Rio Pará, um afluente do Amazonas que deságua no Atlântico na região sudeste do delta do rio principal.

Mapa geral da diocese do Pará: Mostra a divisão das paróquias onde o venerável Padre Miguel de Bulhões lll, bispo do Pará, fundou e construiu a diocese

Este mapa mostra o território da Diocese Catótica Romana de Belém do Pará. A diocese foi fundada em 1720, após sua separação da Diocese de São Luís do Maranhão e foi centralizada na cidade de Belém, capital do estado do Pará. O mapa mostra a extensão da diocese sob a responsabilidade do Bispo Miguel de Bulhões e Souza (1706-1778), que serviu como bispo em Cingapura antes de vir para o Brasil em 1749. Bulhões supervisionou a construção e a consagração da nova catedral em Belém, bem como a reabertura do seminário local. Sacerdote da ordem dominicana, Bulhões serviu no Brasil durante o período em que os jesuítas foram expulsos do país. Em 1760, foi nomeado para uma nova diocese em Portugal e deixou o Brasil no mesmo barco em que partiram os padres jesuítas.