5 de dezembro de 2011

Mapa manuscrito da região do rio Dagua, Colômbia

Este belo mapa em aquarela e bico de pena mostra o rio Dagua e a cidade de Sombrerillo na qual estava, na época, o vice-reinado espanhol de Nova Granada. O rio deságua no Oceano Pacífico, próximo à atual cidade de Buenaventura, Colômbia. Sombrerillo era uma "cidade livre" povoada por antigos escravos que haviam conquistado a liberdade das minas das planícies e das fazendas das montanhas da região. O mapa está orientado com o norte na parte inferior.

Um mapa da Corrente do Golfo

Este mapa, da Coleção de Mapas de Peter Force na Biblioteca do Congresso, foi criado pelo gravador James Poupard, de Filadélfia. Foi o terceiro de uma série que mostra um mapa da Corrente do Golfo. Este último era bem conhecido pelos capitães de navios espanhóis, que contavam com ele para navegar das Américas até a Península Ibérica, mas não existiam cartas de navegação universais ou mapas devido ao sigilo espanhol. Este mapa foi originalmente elaborado por Timothy Folger, um pescador de Nantucket e um primo de Benjamin Franklin, que concebeu o mapa e promoveu ativamente o estudo da Corrente do Golfo. Franklin publicou o mapa original em 1770 e pretendia distribuí-lo entre os marinheiros, mas os comandantes da marinha britânica, céticos das ideias coloniais, recusaram-se, em grande parte, a adquirir exemplares. Ele suspendeu seus esforços durante a Revolução Americana a fim de evitar dar qualquer vantagem aos ingleses, mas no final da guerra, ele colaborou em uma segunda edição na França. Em 1786, a gravura de Poupard apareceu na Transações da Sociedade Filosófica Americana, a publicação da primeira sociedade conhecida do país, fundada por Franklin e outros em 1743.

Uma descrição moderna e bastante precisa da América (ou a quarta parte do Mundo)

Em 1554, Diego Gutiérrez foi nomeado o principal cosmógrafo do rei da Espanha na Casa de la Contratación. A coroa incumbiu a Casa de produzir um mapa do hemisfério ocidental em larga escala, frequentemente chamado de "a quarta parte do mundo". O objetivo do mapa era confirmar o direito de posse da Espanha quanto aos novos territórios descobertos contra as reivindicações rivais de Portugal e da França. A Espanha reivindicou todas as terras ao sul do Trópico de Câncer, o que é notoriamente mostrado. O mapa foi estampado pelo famoso gravador antuérpio Hieronymus Cock, que acrescentou inúmeros floreados artísticos, inclusive os brasões de armas das três forças rivais, um serpenteado Rio Amazonas que atravessa a região norte da América do Sul, sereias e lendários monstros marinhos, além de um elefante, um rinoceronte e um leão, na costa ocidental da África. O nome "California" está inscrito perto de Baja California, logo acima do Trópico de Câncer, a primeira vez que aparece em um mapa impresso. Sabe-se que existem apenas duas versões do mapa: este das coleções da Biblioteca do Congresso e outro da Biblioteca Britânica.

Antiga Assíria dividida em Síria, Mesopotâmia, Babilônia e Assíria

Pouco se sabe sobre o cartógrafo francês Philippe de La Rue. Ele era associado ao pioneiro cartógrafo francês Nicolas Sanson e especializou-se em temas bíblicos. Em 1651, ele publicou La Terre sainte en six cartes géographiques (A Terra Santa em seis mapas), a primeira coleção de mapas de um único tema dispostos em ordem cronológica. O objetivo de La Rue era traçar a história do mundo "desde os primórdios até o presente". Os seis mapas abrangem a terra de Canaã e o Êxodo, a Terra Prometida, o reinado de Salomão, a terra dos judeus na época de Cristo, o Patriarcado Cristão de Jerusalém e a Síria moderna sob o governo otomano. Este mapa, mostrando os antigos reinos do Oriente Médio, foi um complemento do atlas.

Atlas portátil ou o Novo Teatro de Guerra na Europa

Daniel de la Feuille foi um relojoeiro, ourives, gravador e livreiro em Amesterdã no final do século XVII e início do século XVIII. Foi, também, um prolífico cartógrafo. Neste "atlas portátil", de la Feuille documentou a complexidade da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714), que se iniciou depois que o rei da Espanha (da Casa dos Habsburgos), Carlos II, morreu e deixou seu reino para Filipe, o Duque de Anjou e neto do rei Bourbon francês, Luís XIV. Preocupados com a intenção do Rei-Sol da França em dominar a Europa, consolidando o seu poder em um Estado Bourbon Franco-Espanhol, uma aliança de potências europeias concorrentes, liderada pela Grã-Bretanha, lançou uma guerra preventiva para desafiar a perspectiva de hegemonia francesa. Este mapa apresenta um levantamento da arquitetura militar do período, incluindo fortificações, fragatas e embarcações à vela, armamentos e material bélico utilizados no novo campo de batalha europeu.

Áustria-Hungria

O Império Austro-Húngaro (1867-1918) foi um império multi-étnico, multilíngue, governado por uma dupla monarquia que implementou as leis de Habsburgo ao longo de todo o segundo maior território soberano da Europa. Embora considerado uma Grande Potência no conjunto das nações europeias, o império dividiu-se internamente por conflitos mortais entre suas minorias nacionais e acabou por desestruturar-se sob as tensões da Primeira Guerra Mundial. Este mapa de Rand McNally de 1906 mostra o império na década anterior à sua dissolução. William Rand fundou a empresa que se tornou a Rand McNally em Chicago, em 1856, inicialmente para imprimir guias e diretórios. Em 1858, ele contratou Andrew McNally, que se tornou seu parceiro de negócios dez anos mais tarde. A empresa logo se tornou uma prolífica editora de atlas, mapas, globos e guias de viagens. Seu sucesso comercial deveu-se, em grande parte, à sua adoção, em 1872, de um processo de gravação em cera conhecido como cerografia e por seu desenvolvimento, quase simultâneo, dos populares Mapas de Bolso, dos quais este mapa é um exemplo.