7 de novembro de 2011

Imagens de Bishamonten

Este trabalho é uma gravura de imagens budistas denominada syubutu ou inbutsu. A gravura foi originalmente colocada na cavidade interna de uma estátua de madeira de Bishamonten em pé, considerado um protetor dos ensinamentos de Buda. Este Bishamonten em particular estava alojado em uma estátua do Templo Yamato Nakagawa, que prosperou no final do período Heian como um ramo do Templo Kofukuji em Nara. A gravura tem sete impressões de Bishamonten, quatro na parte superior da página e três na parte inferior, cada uma com aproximadamente 17 centímetros de altura. Nas impressões, ele aparece em pé, em uma base feita de pedra, com uma espada na mão direita e uma estupa em miniatura na palma da mão esquerda. O verso da gravura tem uma anotação datada do ano de 1162, tornando-a a mais antiga gravura de imagens budistas existente que traz o ano de produção. O trabalho também é um documento importante para o estudo da cultura de gravuras no período Heian (794-1185) e no período Kamakura (1192-1333).

Manuscrito sobre os estilos dos cuteleiros e do conhecimento sobre espadas

Este documento é o mais antigo manuscrito existente sobre cuteleiros no Japão. O texto contém uma descrição do ano de 1316, o que indica que o original foi escrito no final do período Kamakura. No entanto, o posfácio dá a data como sendo 21 de dezembro de 1423, o que significa que esta é uma cópia feita no período Muromachi. O documento traz uma genealogia dos cuteleiros dos mais remotos tempos do final do período Kamakura, e descreve os peritos em espadas da época. A seção do manuscrito intitulada Kokon shokoku kaji no mei (Inscrições dos cuteleiros em vários distritos ao longo do tempo) dá um resumo de 52 cuteleiros e o estilo de cada um, incluindo o nome de suas espadas, suas regiões e seus períodos.

Registro de uma visita imperial no período Kan’ei

Este rolo com imagens mostra o cortejo do Imperador Go-Mizunoo (reinou em 1611-1629) em uma visita a Tokugawa Hidetada e a Tokugawa Iemitsu, que estavam entre os mais proeminentes senhores do xogunato Tokugawa. Os xoguns Tokugawa eram uma família de líderes militares que detinham o verdadeiro poder no Japão de 1603 a 1868, embora designados teoricamente pelo imperador. O imperador e sua enorme comitiva são mostrados em seu percurso para o Castelo de Nijō, a residência dos Tokugawa em Quioto, em setembro de 1626 (terceiro ano da era Kan'ei, que terminou em 1643). As imagens e as letras foram impressas em tipo móvel, o único exemplo do gênero na história da impressão do Japão.

O conto do cortador de bambu

Este rolo do século XVII conta a história de Taketori Monogatari (O conto do cortador de bambu), conhecida como a mais antiga peça em prosa de ficção da tradição japonesa literária e originalmente escrita por volta do século X. No rolo, as flores estão desenhadas no papel do texto principal. A história gira em torno de Kaguyahime, descoberta ainda bebê dentro de um tronco de bambu brilhante por um cortador de bambu idoso. Ele e sua esposa a criam como filha e Kaguyahime rapidamente se torna uma bela jovem, uma princesa iluminada. Destinada a retornar à lua, seu verdadeiro lar, Kaguyahime tenta desencorajar seus cinco pretendentes principescos, exigindo-lhes tarefas impossíveis. Todos falham e o imperador do Japão também se torna um candidato apaixonado, mas é rejeitado por ela. Quando uma comitiva de seres celestiais chega em uma carruagem para resgatá-la, ela veste um manto de penas e eles a levam de volta para casa para que recupere seu lugar de direito como uma imortal.

Daietsu

Daietsu é uma história com um final feliz, em que um filho carinhoso e obediente, Daietsu-no-suke, torna-se um homem rico, abençoado e com muitos descendentes, pela graça de Kiyomizu Kannon (deusa da misericórdia) e Daikokuten e Ebisu (deuses da riqueza). A história remonta ao século XVI, mas este par de rolos com imagens parece ter sido pintado no século XVIII por Sumiyoshi Hiromori (1705-1777), um artista da escola Sumiyoshi. Os rolos são maravilhosamente coloridos e ricamente adornados com folhas de ouro em um papel tradicional brilhante da cor da casca de ovo, de alta qualidade. O papel foi primeiro decorado com tinta de ouro (uma mistura de pó de ouro e cola líquida) com desenhos de flores antes da aplicação da escrita.

Doze meses por Toyokuni: primeiro ensaio de dança do Ano Novo

Este nishiki-e (xilogravura japonesa multicolorida) é um trabalho de uma série de 12 partes que descrevem eventos anuais e as mudanças na vida das pessoas com as estações do ano, de janeiro a dezembro, inspiradas em mulheres bonitas de Edo (atual Tóquio), no início do século XIX. Esta imagem, uma cena feliz e radiante que simboliza o Ano Novo, representa janeiro e é intitulado no canto esquerdo superior. Ela mostra duas jovens tendo o primeiro ensaio de dança do Ano Novo com o acompanhamento de um shamisen. A dança é a Harukoma, que expressa o desejo de saúde e prosperidade ao longo do ano. As duas dançarinas estão segurando um fantoche de cabeça de cavalo cada uma com um lenço representando uma rédea. Seus quimonos de mangas compridas têm um padrão de maçaricos, as aves aquáticas que desde os tempos antigos têm representado o inverno no Japão. A roupa de baixo vermelha das mulheres têm um padrão de folha de cânhamo, um motivo popular na época, por ser o cânhamo uma planta forte, de rápido crescimento. Seus obis negros têm espirais em forma de ondas. As telas do fundo mostram pinheiros jovens e flores de ume (abricó japonês) desabrochando. O pinheiro tem uma enorme força de vida e significa prosperidade, enquanto a ume, que floresce na estação mais fria, é a flor que celebra o Ano Novo no Japão. Na parte inferior da imagem estão impressos o nome do artista, o ano de 1854 e os nomes do editor e do gravador. Utagawa Toyokuni III (por volta de 1786-1864) foi um artista prolífico no estilo ukiyo-e, que também produziu muitas ilustrações de livros. Ele prosperou em torno da mesma época que Utagawa Hiroshige (1797-1858) e Hokusai Katsushika (1760-1849).