3 de novembro de 2011

Abecedário para escolas primárias do vilaiete bósnio

A primeira tipografia da Bósnia-Herzegóvina foi fundada em 1519 por Božidar Goraždanin, na cidade de Gorazde, na Bósnia Oriental Dois anos depois, em 1521, o estabelecimento foi fechado e transferido para a Romênia. Posteriormente, um pequeno número de livros escritos na Bósnia-Herzegóvina foi enviado para ser impresso fora do país, em Veneza, Viena, Roma e em outros lugares, mas os livros não eram produzidos no país. Na segunda metade do século XIX, houve um ressurgimento do interesse na impressão e publicação na Bósnia-Herzegóvina. A primeira tipografia começou a funcionar em 1866, em Sarajevo, e foi chamada de Sopronova pečatnja (Editora de Sopron), em homenagem a seu fundador, Sopron Ignjat (1825-1894), um jornalista e editor de Novi Sad. Mais tarde ela se tornou a Vilajetska štamparija (Tipografia da Província) Os livros eram impressos no alfabeto latino, cirílico, hebraico e árabe. Após a ocupação da Bósnia-Herzegóvina pela Áustria-Hungria em 1878, a Vilajetska štamparija continuou a produzir livros, mas mudou seu nome para Zemaljska štamparija (Tipografia Nacional). A Biblioteca Nacional e Universitária da Bósnia-Herzegóvina preserva uma valiosa coleção dos primeiros livros escolares impressos na Vilajetska štamparija. Na imagem vê-se um dos itens desta coleção, o Bukvar: za osnovne škole u vilajetu bosanskom (Livro do alfabeto para escolas primárias da Província da Bósnia), publicado em 1867.

Gramática bósnia: para o ensino médio. Partes 1 e 2, estudo da voz e da forma

A primeira tipografia da Bósnia-Herzegóvina foi fundada em 1519 por Božidar Goraždanin, na cidade de Gorazde, na Bósnia Oriental Dois anos depois, em 1521, o estabelecimento foi fechado e transferido para a Romênia. Posteriormente, um pequeno número de livros escritos na Bósnia-Herzegóvina foi enviado para ser impresso fora do país, em Veneza, Viena, Roma e em outros lugares, mas os livros não eram produzidos no país. Na segunda metade do século XIX, houve um ressurgimento do interesse na impressão e publicação na Bósnia-Herzegóvina. A primeira tipografia começou a funcionar em 1866, em Sarajevo, e foi chamada de Sopronova pečatnja (Editora de Sopron), em homenagem ao seu fundador, Sopron Ignjat (1825-1894), um jornalista e editor de Novi Sad. Mais tarde ela se tornou a Vilajetska štamparija (Tipografia da Província) Os livros eram impressos no alfabeto latino, cirílico, hebraico e árabe. Após a ocupação da Bósnia-Herzegóvina pela Áustria-Hungria em 1878, a Vilajetska štamparija continuou a produzir livros, mas mudou seu nome para Zemaljska štamparija (Tipografia Nacional). A Biblioteca Nacional e Universitária da Bósnia-Herzegóvina preserva uma valiosa coleção dos primeiros livros escolares impressos na Vilajetska štamparija. Na imagem vê-se um dos itens desta coleção, a Gramatika bosanskog jezika za srednje škole (Gramática bósnia: para o ensino médio), que foi publicada em 1890 e impressa nos alfabetos latino e cirílico.

O Guia para ações benevolentes e inspirações crescentes nas orações para o profeta escolhido

Este manuscrito iluminado é uma cópia do Dalā’il al-khayrāt (Coleção de orações para o profeta Maomé), que foi composto por Muḥammad ibn Sulayman al-Jazūlī (morto em 870 a.H. [1465 d.C.]). Ele foi produzido na escrita naskh negra no século XI a.H. (século XVII d.C.), na Turquia otomana. As orações pedem as bençãos ao profeta, e a pessoa recitando as orações também receberia as bençãos de Deus. Como muitas cópias deste texto, este manuscrito inclui material de devoção adicional, como listas de al-asma al-sharifa (os nomes nobres). Ele contém duas ilustrações em duas faces (fólios 15b–16a) destacando a mesquita em Medina com os túmulos de Maomé, Abu Bakr e Omar. A encadernação marrom-avermelhada em pele de cabra é decorada com um medalhão lobulado central e quatro divisões de canto com desenhos de arabesco em um fundo dourado e molduras decorativas. O manuscrito pertence ao Museu de Arte Walters e foi denominado como Walters W. 583.

Comentário sobre as luzes das revelações

Este manuscrito é uma ḥāshiyah (interpretação) otomana do comentário sobre o Alcorão, intitulado Anwār al-tanzīl, composto por ‘Abd Allāh al-Bayḍawī, morto por volta de 685 AH (1286 d.C). A interpretação foi escrita por Kemalpaşazade (morto em 940 a.H. [1533 d.C.]), e a presente cópia foi transcrita da holografia do autor em 966 a.H. (1558 d.C.) por ‘Uthmān ibn Manṣūr. O texto é produzido na escrita turca nasta’liq, em tinta preta, com as palavras qāla (eu disse) e aqūlu (eu disse) sendo indicadores de citações, em vermelho. A obra abre com um incipit iluminado e o título inscrito com a fórmula doxológica (basmala). A encadernação em couro marrom-escuro tem um oval central lobulado com pingentes e peças de canto com desenhos de arabesco em um fundo dourado. O manuscrito pertence ao Museu de Arte Walters e foi denominado como Walters W. 584.

Ditos espirituosos relativos ao comentário sobre Al-Mataalia e suas honrosas notas marginais

O presente trabalho é um comentário adicional sobre a ḥāshiyah (interpretação) de al-Sayyid al-Sharīf al-Jurjānī (morto em 816 a.H. [1413 d.C.]), sobre o Lawāmi’ al-asrār de Qutb al-Dīn al-Taḥtānī al-Rāzī (morto em 766 a.H. [1364 d.C.]). Este último é, por sua vez, um comentário sobre um livro de lógica intitulado Maṭāli’ al-anwār de Sirāj al-Dīn Maḥmūd al-Urmawī (morto em 682 a.H. [1283 d.C.]). O escriba desta obra, que também pode ter sido o autor, foi Muhammad ibn Pir Ahmad al-Shahir bi-Ibn Arghun al-Shirazi. Escrito para a biblioteca do sultão otomano Selim I, ele foi concluído em Bursa (atualmente noroeste da Turquia), em 918 a.H. (1512 d.C), ano em que esse governante subiu ao trono. O texto, que abre com uma vinheta iluminada (fólio1b), é escrito em naskh, na maior parte em tinta preta. Certas palavras, como qawluhu (sua palavra) e aqūlu (eu disse), aparecem em vermelho e delineiam uma citação. A encadernação marrom em pede de cabra com um oval central lobulado e pingentes é contemporânea ao manuscrito. O manuscrito pertence ao Museu de Arte Walters e foi denominado como Walters W. 591.

Queimando e consumindo

Este manuscrito é uma cópia iluminada e ilustrada do poema Sūz va gudāz (Queimando e consumindo) de Naw’ī Khabūshānī, morto em 1019 a.H. (1610 d.C.). Ele narra a história de amor de uma menina hindu que se queima na pira funerária de seu noivo. O códice foi produzido na escrita nasta’liq em tinta preta por Ibn Sayyid Murād al-Ḥusaynī e ilustrado por Muḥammad ‘Alī Mashhad,ī em 1068 a.H. (1657 d.C.). De acordo com o colofão, Ibn Sayyid Murād al-Ḥusaynī copiou o manuscrito para o pintor Muḥammad ‘Alī, o “Mani of the time,” “Mani da época” como uma lembrança. O fato do manuscrito ter sido produzido pora um dos artistas mais prolíficos do Irã do século XVII faz com que o documento tenha um valor extremamente significativo. Ele abre com um incipit iluminado com vinheta (fólio 1b) e fecha com uma vinheta de remate iluminada com colofão (folio 21b). As páginas de texto possuem iluminuras interlineares e pequenos pequenos retângulos e triângulos policrômicos com motivos florais e arabescos de videiras. Possui oito miniaturas em um estilo associado aos centros de produção artística Safavid de Mashhad e Isfahan (fólios 5a, 9a, 10b, 13a, 14a, 16a, 17b e 19b). O manuscrito pertence ao Museu de Arte Walters e foi denominado como Walters W. 649.