Pintura em Pedra S01392, Ficksburg, Município do Distrito de Dihlabeng, Estado Livre

Esta pintura rupestre San representa objetos mágicos coloridos em preto e vermelho, incluindo animais de chuva, tais como serpentes com cabeças de animais, que são encontrados pelos dançarinos em suas jornadas de visões extracorporais que fazem parte da Grande Dança. Entre todos os grupos San, o mais importante ritual é o da Grande Dança, durante o qual, quando em transe, os San dizem ser capazes de dominar uma espécie de poder espiritual. Eles utilizam este poder para a cura, a caça, a eliminação de tensões sociais, a produção de chuva e outras tarefas. As comunidades San também acreditavam que os animais de chuva tinham que ser capturados e abatidos por xamãs, a fim de trazer chuva. A imagem da pintura faz parte da Coleção de Arte Rupestre de Woodhouse, do Departamento de Serviços Biblioteconômicos da Universidade de Pretória. A coleção inclui mais de 23.000 slides, mapas e esboços provenientes de inúmeros locais de arte rupestre na África do Sul. Os San são povos caçadores-coletores que viveram ao longo de toda a África Austral e Oriental durante milhares de anos antes de serem expulsos por tribos africanas e colonos europeus. Os povos San continuam a viver no Deserto de Kalahari, na parte em que este cobre a Namíbia.

Rua Paul Kruger, Pretória, África do Sul

Esta fotografia mostra a Rua Paul Kruger, com vista para o sul, em direção à Estação de Pretória, em Pretória, África do Sul, conforme era por volta de 1910. A estação ferroviária foi obra de Sir Herbert Baker (1862-1946), um arquiteto britânico que projetou muitos edifícios importantes na África do Sul. A rua foi batizada em homenagem a Paul Kruger (1825-1904), o presidente da República da África do Sul (Transvaal) que liderou a resistência dos bôeres de liíngua africâner contra a Grã-Bretanha, na Guerra dos Bôeres de 1899-1902. A fotografia é da Coleção Van der Waal, do Departamento de Serviços Biblioteconômicos da Universidade de Pretória, África do Sul. A Coleção Van der Waal faz parte de um arquivo de arquitetura sul-africana reunido pelo historiador arquitetônico Dr. Gerhard-Mark van der Waal.

Estação de Pretória, África do Sul, 1893

Esta fotografia mostra a chegada do primeiro trem à Estação de Pretória, em Pretória, África do Sul, em 1893. A construção da estrada de ferro na África do Sul foi impulsionada pelo desenvolvimento econômico associado à indústria de mineração de ouro, após a descoberta de ouro próximo à atual Johanesburgo, em 1886. Pretória, na época, a capital da República da África do Sul, foi ligada por via férrea à Cidade do Cabo em 1893 e para Durban e Lourenço Marques (na então colônia portuguesa de Moçambique), em 1895. A fotografia é da Coleção Van der Waal, do Departamento de Serviços Biblioteconômicos da Universidade de Pretória, África do Sul. A Coleção Van der Waal faz parte de um arquivo de arquitetura sul-africana reunido pelo historiador arquitetônico Dr. Gerhard-Mark van der Waal.

Tropas Britânicas Marchando na Rua do Mercado, Pretória

Esta fotografia mostra tropas britânicas marchando na Rua do Mercado, mais tarde chamada Rua Paul Kruger, em Pretória, África do Sul, em 1877. Em 1877-78, o Exército Britânico envolveu-se em uma série de expedições punitivas contra os povos Basuto, Zulu e Galeka, que resultaram na anexação do Transkei à Colônia do Cabo. A fotografia é da Coleção Van der Waal, do Departamento de Serviços Biblioteconômicos da Universidade de Pretória, África do Sul. A Coleção Van der Waal faz parte de um arquivo de arquitetura sul-africana reunido pelo historiador arquitetônico Dr. Gerhard-Mark van der Waal.

Praça da Igreja, Pretória, África do Sul, 1905

Esta fotografia de 1905 mostra a Praça da Igreja em Pretória, África do Sul, com vista para o leste. O chafariz de ferro fundido, conhecido como a Fonte de Sammy Marks, foi importado da Irlanda pelo empresário Sammy Marks (1843-1920) e foi removido da Praça da Igreja para o jardim zoológico da cidade em 1910. Nascido na Lituânia, filho de um alfaiate judeu, Marks chegou à África do Sul em 1868. Ele começou sua carreira no comércio informal de jóias e talheres, mas logo se envolveu com as indústrias de mineração de outro , diamante e carvão,  então em rápido crescimento Por trás da fonte, vê-se a récemoconcluída Câmara Tudor e, em seguida, o maior bloco de escritórios de Pretória, construído por George Heys (1852-1939), outro proeminente empresário sul-africano. Heys era natural de Durban e mudou-se para Pretória quando jovem. Ele fundou a companhia Heys e Gibson, de transportes em coches, que operava entre Kimberley e Pretória e, mais tarde, diversificou com bens imobiliários e investimentos. A fotografia é da Coleção Van der Waal, do Departamento de Serviços Biblioteconômicos da Universidade de Pretória, África do Sul. A Coleção Van der Waal faz parte de um arquivo de arquitetura sul-africana reunido pelo historiador arquitetônico Dr. Gerhard-Mark van der Waal.

A Constituição do Japão (Os Boletins Oficiais, uma Edição Especial)

Esta publicação é uma edição extra da Official Gazette (Diário Oficial) na qual foi promulgada a Constituição do Japão. Foi preservada nos arquivos de Irie Toshio (1901-72), diretor-geral da Câmara de Legislação, no âmbito do primeiro gabinete Yoshida Shigeru, entre 1946-47. O projeto revisado da Constituição Imperial foi aprovado pela Câmara dos Deputados japonesa, em 7 de outubro de 1946. A Constituição foi promulgada em 3 de novembro. Na página de capa da Gazette (Diário) podem-se ver os autógrafos do Primeiro-Ministro Yoshida Shigeru (1878-1967), do Ministro de Estado Encarregado da Constituição (e, mais tarde, o primeiro Bibliotecário da Biblioteca Nacional Diet), Kanamori Tokujirō (1886-1959) e do Presidente da Comissão do Projeto de Revisão da Constituição Imperial da Câmara dos Deputados, Ashida Hitoshi (1887-1959).

Um Milhão de Pequenos Pagodas de Madeira e Orações Dharani

Hyakumanto Darani (Um milhão de orações de pagode e Dharani) é a mais antiga publicação disponível no mundo cuja data de produção é claramente identificada. Em 764, a Imperatriz Shotoku (718-770) ordenou a doação do Hyakumanto Darani, cada um contendo um pequeno pergaminho impresso com quatro sutras Dharani budistas, para os dez principais templos. A Biblioteca Nacional Diet detém vários dos pergaminhos que foram doados ao Templo Hōryūji na comarca de Nara, no oeste do Japão. Estes pagodes de três níveis foram pintados com barro branco. Não é certo se os blocos de impressão foram feitos de madeira ou metal.

Yoshitsune Indo para a Província de Oshu

Este rolo com imagens ilustra a história de Minamoto Yoshitsune (1159-89), um comandante militar do final do séculoXII e seu lendário assistente Benkei (?-1189). O irmão mais velho de Yoshitsune, Minamoto Yoritomo (1147-99), começou a suspeitar da ambição do irmão mais novo, depois que Yoshitsune alcançou uma série de êxitos militares. Yorimoto mandou expulsar Yoshitsune de Kyoto. Yoshitsune buscou a proteção da família Fujiwara, em Hiraizume, província de Oshū, mas no final, foi perseguido até a morte e forçado a cometer suicídio por seu poderoso irmão . A trágica história de Yoshitsune e Benkei é popular no Japão e vem sendo utilizada em romances e peças teatrais desde o período Muromachi (1336-1573).

Diversões para Doze Meses

Este rolo com imagens coloridas, desenhadas à mão, apresenta eventos anuais e peças teatrais sazonais em Kyoto, mês a mês. Este desenho, em particular, representa crianças segurando vassouras e participando de um jogo com bola chamado gicchō em uma rua em Kyoto. O estilo de caligrafia e o trabalho com o pincel sugere que o rolo foi produzido no início do período Edo (1600-1867). A Biblioteca Chester Beatty, em Dublin, na Irlanda, tem o mesmo tipo de rolo com imagens.

Batalha Standards

Neste rolo estão representados uma-jirushi - estandartes de batalha, agrupados ao lado do cavalo de um comandante militar para mostrar sua posição - de 170 soldados. As ilustrações estão impressas em cores e, também, pintadas à mão. Este rolo é importante por marcar a origem da impressão de xilogravura multicolorida (nishiki-e) no Japão. O sexto volume desta obra, que foi encontrado apenas recentemente, é o único rolo cuja existência se coonhece.