18 de junho de 2010

As Constelações

O astrônomo 'Abd al-Rahman ibn' Umar al-Sufi, comumente conhecido como al-Sufi, nasceu na Pérsia (atual Irã), em 903 D.C., e morreu em 986. Trabalhou em Isfahan e em Bagdá, e é conhecido pela sua tradução, do grego para o árabe, do Almagesto de Ptolomeu, astrônomo da antiguidade. O trabalho mais conhecido de Al-Sufi é Kitab suwar al-kawakib (Livro das Constelações das Estrelas Fixas), que ele publicou por volta de 964. Neste trabalho, al-Sufi descreve as 48 constelações que foram estabelecidas por Ptolomeu, e acrescenta críticas e correções de sua própria autoria. Para cada uma das constelações, ele fornece nomes nativos árabes para suas estrelas, os desenhos das constelações e uma tabela de estrelas que mostra sua localização e magnitude. O livro de Al-Sufi estimulou novos trabalhos sobre astronomia nos mundos árabe e islâmico, e exerceu uma enorme influência no desenvolvimento da ciência na Europa. O trabalho foi frequentemente copiado e traduzido. Esta cópia, das coleções da Biblioteca do Congresso, foi produzida em algum lugar da Ásia central ou meridional, por volta de 1730, e é uma cópia exata de um manuscrito, hoje perdido, preparado para Ulug Beg, de Samarkand (atual Uzbequistão), em 1417 [820 AH]. A Bibliothèque Nationale de France tem um manuscrito do Kitab suwar al-kawakib que foi preparado para Ulug Beg em 1436.

O Poema do Burdah

Este pequeno códice iluminado contém um famoso poema, em homenagem ao profeta Maomé, popularmente conhecido como "Qasidat al-Burdah" (O poema do manto), que foi composto por Sharaf al-Din Muhammad al-Busiri (falecido em 694 AH [1294 CE]). Esta cópia foi executada em uma variedade de escritas, provavelmente no Irã, por Ḥabīb Allāh ibn Dūst Muḥammad al-Khwārizmī no século XIX AH (século XVII CE). A primeira página (fólio 1b) do manuscrito apresenta um desenho ornamental retangular iluminado, com cinco painéis internos de texto executado nas seguintes escritas: muhaqqaq (ouro), naskh (preto), thuluth (azul), naskh (negro),e muhaqqaq (ouro). Muhaqqaq, naskh e thuluth são três das seis escritas coletivamente conhecidas como as Six Pens. Aperfeiçoadas entre os séculos X e XIII, as Six Pens são estilos clássicos de escritas que influenciaram gerações posteriores de calígrafos até os dias de hoje. A página iluminada final (folio 23a) do códice contém o colofão, que dá o nome do escriba como Ḥabīb Allāh ibn Dūst Muḥammad. O colofão está escrito em escrita riqa , definida por linhas fluídas. Riqa era comumente usada para documentos de chancelaria e para colofões.

História dos Afegãos

A História dos Afegãos, publicado em inglês, em 1829, é a primeira história do povo afegão traduzida de um idioma não-ocidental a ser publicado em um idioma europeu. A obra original foi composta em persa, em 1609-11, por Neamet Ullah (em atividade de 1613 a 1630), na corte do imperador mogul Jahangir (1569-1627). Ullah baseou seu trabalho no material compilado por Hybet Khan, um assistente do general afegão Khan Jahan Lodi. A tradução é do filólogo e orientalista alemão Bernhard Dorn (1805-81), que baseou-se em uma cópia da história feita por Fut’h Khan em 1718. O livro cobre a história de Yacoob Israel, a quem o trabalho atribui a origem dos afegãos; a vida do neto de Yacoob, rei Talut (Saul), e a imigração dos seus descendentes para Ghor (no atual Afeganistão); e a propagação do Islã e a influência de Khaled ben Valeed, um célebre oficial do exército que se converteu ao Islã e usou sua habilidade militar para difundir o Islã na Ásia Central e Meridional. O trabalho narra, em seguida, os reinados dos governantes de duas dinastias que abriram caminho à ascensão do império mogul, ou seja, os sultãos Behlol, Sekander e Ibrahim, da família Lodi, e Sher Shah, da família Suri. A última seção relata as vidas dos afegãos dervixes transformados em santos, e o livro termina com relatos da genealogia das tribos afegãs que descendem de Sarbanni, Batni e Ghurghust, três filhos do patriarca Abd Ulrashid (também conhecido como Pathan , uma variação do termo "Pachtun"), um descendente do rei Saul.

Termo de Acordo

O Termo de Acordo e Carta Régia de Incorporação da empresa South Australian Company é um documento chave na história do estado de South Australia: destaca as diferenças entre a maneira pela qual South Australia foi fundado e povoado e a fundação de outras colônias australianas como colônias penais. Também registra a expansão econômica britânica em seu auge e ilustra as interconexões entre os interesses comerciais britãnicos, o Colonial Office, e ativistas sociais e evangélicos. Em 1834, o Parlamento britânico aprovou a Lei South Australia, que autorizava o governo a criar e estabelecer uma província em South Austrália. No entanto, os Comissários de Colonização exigiram que terras no valor de 35 mil libras fossem vendidas em South Austrália antes da fundação da nova província. Inicialmente, apenas uma quantidade limitada de terras foi comprada. A empresa South Australian Company foi formada em Londres, em 9 de outubro de 1835, para incentivar a compra de mais terras. Em 27 de junho de 1836, o Termo de Acordo foi assinado por cerca de 300 acionistas da South Australian Company. A empresa desempenhou um papel fundamental na fundação, nos primeiros anos de vida e no desenvolvimento da colônia, onde a empresa construiu estradas, pontes, portos, armazéns e fábricas, e estabeleceu a agricultura, a pesca às baleias, atividades bancárias e empreendimentos de mineração.

O Livro de Taliesin

O Livro de Taliesin contém uma coleção de alguns dos mais antigos poemas em galês, muitos deles atribuídos ao poeta Taliesin, em atividade perto do final do século VI, que cantava louvores a Urien Rheged e seu filho Owain ab Urien. Outros poemas refletem o tipo de aprendizado com qual o poeta ficou associado, em parte decorrente de textos em Latim e em parte da tradição nativa galesa. Este manuscrito preserva os textos de poemas famosos tais como "Armes Prydein Fawr," Preiddeu Annwfn "(referente a Arthur e seus guerreiros velejando no mar para ganhar uma lança e um caldeirão), elegias para Cunedda e Dylan eil Ton, bem como as primeiras citações em qualquer vernáculo ocidental sobre as façanhas de Hércules e Alexandre, o Grande. O manuscrito está incompleto, tendo perdido várias de suas folhas originais, inclusive a primeira. O Livro de Taliesin foi copiado por um único escriba, provavelmente em Glamorgan, e recebeu o título de Peniarth MS 2 pela Biblioteca Nacional do País de Gales. A coleção Manuscrito de Peniarth foi criada por Robert Vaughan (por volta de 1592-1667), que adquiriu muitos manuscritos importantes em língua galesa para a sua biblioteca, em Hengwrt, Meirioneth. A coleção foi transferida para a Biblioteca Peniarth, Meirioneth, em 1859, e de lá para a nova biblioteca nacional em 1909.

O Livro Negro de Carmarthen

O Livro Negro de Carmarthen (assim chamado por causa da cor de sua encadernação e de sua conexão com o Monastério de São João Evangelista e Teulyddog, Carmarthen) é tido por estudiosos modernos como o trabalho de um único escriba, escrevendo em diferentes períodos, antes e por volta do ano de 1250. Isto o torna um dos manuscritos existentes mais antigos, escritos exclusivamente no idioma galês Além de um pequeno grupo de tríades relacionadas aos cavalos dos legendários heróis galeses, o Livro Negroé, essencialmente, um manuscrito de poesia. Contém poemas com temas religiosos, como o "Diálogo entre o Corpo e a Alma", e odes de louvor e de luto, como o "Elegia para Madog ap Maredudd [ morto em 1160]." O autor desta elegia não é citado no Livro Negro, mas de acordo com um outro manuscrito, o poema foi escrito pelo poeta da corte, Cynddelw Brydydd Mawr (em evidência por volta de 1155-1200). Os poemas mais marcantes do manuscrito são aqueles sobre os heróis da Idade das Trevas da Grã-Bretanha, especialmente aqueles ligados à lenda de Myrddin. O Livro Negro de Carmarthen recebeu o título de Peniarth MS 1, pela Biblioteca Nacional do País de Gales. A coleção Manuscrito de Peniarth foi criada por Robert Vaughan (por volta de 1592-1667), que adquiriu muitos manuscritos importantes em língua galesa para a sua biblioteca, em Hengwrt, Meirioneth. A coleção foi transferida para a Biblioteca Peniarth, Meirioneth, em 1859, e de lá para a nova biblioteca nacional em 1909.