O bramido das manoplas, 1908 a 1914

Descrição

Este volume é uma coletânea de poemas, peças e artigos do futurista russo Velimir Khlebnikov (nascido Viktor Khlebnikov, 1885 a 1922). Ele começa com uma afirmação de Khlebnikov sobre a união dos eslavos após a anexação da Bósnia e Herzegovina pela Áustria-Hungria em 1908. O livro inclui um trecho de seu poema “A ninfa do bosque e o duende”, a peça Asparuh e a tragédia em verso A marquesa Dezes. Ele termina com as reflexões de Khlebnikov sobre ferrovias. O volume é ilustrado por Kazimir Malevich e Vladimir Burliuk. Khlebnikov nasceu na província de Astrakhan e viveu a maior parte de sua vida em Kazan. Ele frequentou a universidade em Kazan e, mais tarde, em São Petersburgo, mas abandonou suas aspirações acadêmicas para se dedicar integralmente à literatura. Além de seus textos, Khlebnikov desenvolveu um interesse por números, tabelas matemáticas e cálculos por toda sua vida, com os quais tentou identificar as leis que governam o curso da história e o destino dos povos. O fim do século XIX e início do século XX ficou conhecido como a Era de Prata da poesia russa, incluindo o futurismo, junto com vários outros movimentos. Em 1912, um grupo de futuristas que incluía Khlebnikov apresentou um manifesto, Um tapa na face do gosto público, que enfatizava a necessidade de os poetas criarem uma nova linguagem e lançarem ao mar, do “Navio da Modernidade”, Púshkin, Dostoiévski, Tolstói e outros autores clássicos, proclamando a “palavra autossuficiente” como o centro de uma nova estética. A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa de 1917 energizou Khlebnikov e influenciou o conteúdo de sua escrita. No entanto, seus trabalhos não iam ao encontro dos padrões estabelecidos pelo governo soviético e ele caiu em desaprovação.

Última Atualização: 18 de fevereiro de 2015