O sionismo

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. O sionismo é o Número 162 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O livro inclui um panorama histórico do sionismo, descrito como “o mais antigo movimento nacionalista da história”. A seção “O sionismo na Bíblia” discute o papel dos profetas como Moisés, Isaías e Malaquias, e o exílio de dez das tribos de Israel após a conquista pelos assírios em 720 a.C. e das restantes duas tribos nas mãos dos babilônios de 606 a 588 a.C. O exílio foi seguido pelo retorno parcial dos judeus à Palestina provocado pelos persas sob o comando de Dario, a partir de 536 a.C. As seções subsequentes abordam a presença judaica na Palestina sob os domínios persa, grego e romano. O restante do livro trata do desenvolvimento do sionismo moderno na Europa, incluindo o papel de figuras importantes como Sir Moses Montefiore, Moses Hess, e, sobretudo, Theodore Herzl. Desenvolvimentos organizacionais importantes abordados incluem os congressos sionistas, que começaram em 1897 e o estabelecimento no mesmo ano do Fundo Nacional Judeu. O estudo é concluído com uma discussão sobre o futuro da Palestina e das perspectivas de implementação da famosa Declaração de Balfour de 2 de novembro de 1917. Nesse documento, o ministro do exterior Arthur James Balfour declara que o governo britânico “é favorável ao estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e envidará seus melhores esforços para facilitar a concretização desse propósito...”

Última Atualização: 5 de setembro de 2014