Sibéria Oriental

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Sibéria Oriental é o Número 55 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. A Sibéria Oriental é definida neste livro como toda a Sibéria, com exceção das províncias de Tomsk e Tobolks (Sibéria Ocidental). Entre as características físicas notáveis desta vasta região, estão o grande planalto central que vai da Mongólia até quase a costa do Pacífico, além de seus três grandes rios — o Yenisei, o Lena e o Amur — e seus tributários. A seção sobre história política destaca o avanço dos russos pelo interior da Sibéria, começando com caçadores, comerciantes e cossacos entre 1600 e 1750, e continuando com exilados políticos e criminosos entre 1750 e 1900, aos quais se juntaram os colonos entre 1861 e 1914. O livro também resume as relações externas da Rússia com a China, a Mongólia e o Japão. A seção sobre condições econômicas destaca que “os países estrangeiros com maior interesse econômico na Sibéria Oriental são os Estados Unidos e o Canadá. Isso se dá, em parte, pelo fato de que em muitas partes as condições da Sibéria são semelhantes àquelas encontradas nas regiões de pradaria da América... os cidadãos dos Estados Unidos destacam-se em muitos mercados e em todas as atividades comerciais”.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017