Caucásia

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Caucásia é o Número 54 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas, e condições econômicas. A parte sobre história política resume como, nos séculos XVIII e XIX, a Rússia foi estendendo aos poucos seu domínio nesta região por meio de guerras com a Pérsia e a Turquia, com as tribos do Daguestão e da Tchetchênia, e por meio da diplomacia. O estudo enfatiza a grande diversidade étnica, linguística e religiosa da região, observando que o “Cáucaso recebeu um bom nome dos árabes, ‘Jebel Assuni’ [Jebel al-alssun], a Montanha das Línguas, porque a grande cordilheira abriga tantas línguas diferentes quanto a famosa Torre de Babel”. O livro aborda brevemente a forma como os movimentos separatistas que surgiram com a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa “destruíram o sistema existente”. Os resultados incluem a criação de “três repúblicas independentes no que costumava ser a Caucásia Russa — a República Armênia, a República Georgiana e a República Tártara, no Cáucaso oriental”. O estudo aponta que, em 1908, os campos de petróleo do Cáucaso compunham cerca de 22% da produção mundial total de petróleo e enfatiza a grande importância política e econômica da indústria petrolífera da região para a Europa.

Última Atualização: 21 de março de 2014