As Ilhas Åland

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. As Ilhas Åland é o Número 48 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Estas ilhas compõem um arquipélago de mais de 300 ilhas habitáveis (dentre mais de 6000 ilhotas rochosas), localizadas no Mar Báltico, que, em sua origem, faziam parte da Finlândia, embora seus habitantes sejam étnica e linguisticamente suecos. Quando a Finlândia foi cedida à Rússia, em 1809, as ilhas ficaram sob domínio russo. Após a Revolução Bolchevique de 1917 e a criação posterior de um Estado finlandês independente, as ilhas tornaram-se objeto de disputa entre a Rússia soviética, a Finlândia, a Suécia e a Alemanha. A maior parte de seus habitantes era a favor de uma união com a Suécia. Após os capítulos sobre a geografia, as condições sociais e econômicas e a história política das ilhas, o último capítulo deste estudo analisa a “Questão das Ilhas Åland” e os argumentos fornecidos pelas partes em disputa nos terrenos histórico geográfico e etnográfico. A questão foi finalmente levada à Liga das Nações, que decidiu em 1921 que a Finlândia deveria reter sua soberania, embora as ilhas devessem se tornar uma província autônoma em que a desmilitarização, a cultura local e a continuação do uso da língua sueca fossem garantidas.

Última Atualização: 21 de março de 2014