Estreito de Furatena no rio Minero, província de Vélez

Descrição

Esta aquarela de Carmelo Fernández (1809 a 1887) retrata Fura e Tena, dois imponentes picos bem elevados a partir do rio Minero perto do vale do rio Magdalena, na região conhecida na época como província de Vélez. Atualmente o local fica no atual departamento de Boyacá, na Colômbia. A lenda de Fura e Tena é o mito da criação dos índios muzos, que por séculos habitaram este território rico em esmeralda. Fernández nasceu em San José de Guama, Venezuela, em uma família bem relacionada (era sobrinho de José Antonio Páez, herói da independência venezuelana e três vezes presidente). Ele estudou arte em Nova York quando ainda era jovem. Voltou para casa em 1827 e serviu no exército, onde aprendeu desenho topográfico. A agitação política na Venezuela o levou a se mudar para Nova Granada (atualmente Colômbia e Panamá) em 1849. Ali, tornou-se o primeiro desenhista da Comisión Corográfica (Comissão Corográfica), que foi cofundada e dirigida por Agustín Codazzi (1793 a 1859), um geógrafo e engenheiro nascido na Itália. A comissão, que começou seus trabalhos em 1850, estudou a geografia, cartografia, recursos naturais, história natural, cultura regional e agricultura da Nova Granada. De 1850 a 1852, Fernández pintou cerca de 30 aquarelas nas províncias a nordeste de Bogotá: Tunja, Pamplona, Ocaña, Socorro, Vélez e Santander. Estas obras, que hoje fazem parte da Biblioteca Nacional da Colômbia, retratam diversos grupos étnicos, raciais e sociais, além da variada paisagem física da Nova Granada. Fernández foi sucedido na comissão por Henry Price (1819 a 1863) e, mais tarde, por Manuel María Paz (1820 a 1902). Ele retornou a Caracas com 43 anos, onde viveu a maior parte do restante de sua vida. Em 1873, ele produziu sua obra mais famosa, um retrato de Simón Bolívar que aparece nas moedas venezuelanas.

Última Atualização: 29 de novembro de 2016