A incoerência dos filósofos

Descrição

Abu-Hamid Al-Ghazali (também conhecido pela versão latinizada do seu nome, Algazel, 1058–1111 d.C., 450–505 a.H.) nasceu em uma família modesta em Tus, Khorasan, no atual Irã. Ele se tornou um dos mais proeminentes estudiosos religiosos sunitas de todos os tempos. Seus principais campos eram a jurisprudência, a filosofia, a teologia e o misticismo. Tahafut al-falasifa (A incoerência dos filósofos) é uma de suas principais obras. Neste livro, ele opina que os filósofos, gregos e muçulmanos, não devem tentar provar o conhecimento metafísico através da lógica, em função das duas áreas de conhecimento terem diferentes bases epistemológicas. Ele denuncia os pontos de vista dos gregos e de alguns filósofos muçulmanos anteriores, particularmente os de Ibn Sina (Avicena) e Al-Farabi (Alpharabius). Al-Ghazali concentra suas críticas na área da metafísica, deixando inconteste as ciências puras da física, da lógica, da astronomia e da matemática. O livro está organizado em 20 capítulos, em cada um dos quais Al-Ghazali se esforçou para refutar uma doutrina de Avicena. O livro teve grande sucesso e ajudou a impulsionar ainda mais a importância da escola do pensamento Asharite dentro do islamismo sunita, à qual pertencia Al-Ghazali. O trabalho em si foi objeto de uma refutação escrita um século mais tarde por um filósofo muçulmano andaluz Ibn Rushd (Averróis) e sarcasticamente intitulada Tahfut al-Tahafut (A incoerência da incoerência). Mas a essa altura o trabalho de Al-Ghazali já havia estabelecido a importância da religião na filosofia islâmica.

Última Atualização: 12 de agosto de 2016