Versos de Amir Khusraw Dihlavi

Descrição

Este fragmento caligráfico inclui uma série de versos escritos pelo poeta Amir Khusraw Dihlavi (por volta de 1253 a 1325), cujo nome aparece no canto superior direito do painel de texto central como “li-Amir Khusraw”. Os versos descrevem a permanência do amor como um botão de flor num florescer perpétuo, e declaram: “Tão bonita e agradável no jardim de rosas / (Que Deus coloque) um espinho nos meus olhos, se uma delas (as flores) for semelhante a ti / Eu entro e saio do jardim centenas de vezes / (e) por causa de minha angústia, não sei qual flor está florescendo / A poeira de Kisra se tornou uma flor e a coroa cravejada de joias virou pó / O nome da amada ainda (permanece) em cada porta e em cada parede”. O painel de texto é cercado por uma série de outros versos dispostos num fundo rosa ou azul, com desenhos dourados e colado numa folha maior de papel azul com cervos e flores dourados. A obra está firmada com um papelão colocado por trás. No canto inferior esquerdo e nas duas linhas horizontais de texto, abaixo do painel central, o calígrafo, Muhammad Husayn al-Katib ( “o escritor”), assinou a obra com suas abreviações e registrou um pedido de perdão a Deus pelos seus pecados. Ele também afirma que concluiu o painel caligráfico no ano 998 A.H. (1590). Tudo indica que Muhammad Husayn esteve ativo durante o reinado safávida de Shah ‘Abbas I (no poder de 1587 a 1629).

Última Atualização: 30 de setembro de 2016