Versos sobre a permanência dos bons atos

Descrição

Este fragmento caligráfico inclui versos compostos pelo célebre poeta persa Ḥāfiẓ (falecido em 1388 ou 1389, 791 a.H.) sobre a futilidade dos bens terrenos. Começando com uma adoração a Deus, huwa al-fard (o Único), no canto superior esquerdo, os versos continuam: “Oh, próspero, alivia o coração do indigente / Porque o tesouro do ouro, das riquezas e das moedas não permanecerão / Neste dossel de topázio (o céu) se inscreveu em ouro / Que nada permanecerá, exceto os bons feitos dos generosos”. Os versos foram executados em caligrafia nasta'liq preta sobre papel azul e estão delineados por faixas de nuvens sobre um plano de fundo exuberantemente iluminado. Entre os dois bayts (versos) de poesia há triângulos iluminados (ou abas para polegares), que preenchem o espaço livre criado pela intersecção das linhas diagonais de texto com a moldura retangular. No canto inferior direito aparece o nome do calígrafo, Muhammad Husayn al-Kashmiri. Originário da Caxemira, ele se tornou um pupilo de Mir 'Ali Heravi e, em seguida, integrou o ateliê imperial de livros do imperador mughal Akbar (reinou entre 1556 e 1605), em Agra. Ali, Muhammad Husayn al-Kashmiri era responsável pela transcrição da cópia real do Khamsah (Quinteto), de Amir Khusraw Dihlavī, entre 1595 e 1598 (hoje pertencente ao Museu de Artes Walters, de Baltimore). Outros exemplares caligráficos, incluindo um datado de 1580, no Templo de Imam Riza, em Mashhad, Irã, sugerem que este fragmento da coleção da Biblioteca do Congresso tenha sido executado na Índia entre 1575 e 1600.

Última Atualização: 31 de julho de 2014