Versos do Alcorão

Descrição

Estes fragmentos pertencem a uma série de três fólios cortados do mesmo manuscrito, hoje pertencente à Biblioteca do Congresso. Os dois primeiros fornecem versos extraídos dos capítulos 78 e 79 do Alcorão. O anverso do primeiro fragmento contém os versos 18 a 26 do 79º capítulo, intitulado al-Nazi'at. Seu verso contém os versos 27 a 34 da Sura al-Nazi'at. Esta sura de Meca contém 46 versos sobre o Dia do Julgamento e a onipotência divina. Os versos 18 a 26 contêm a parábola de Moisés e do Faraó. O segundo fragmento contém os versos 18 a 24 do 78º capítulo, intitulado al-Naba' (A grande notícia). O texto continua com os versos 27 a 35, no verso do fragmento. A Sura al-Naba' é uma sura de Meca que contém 40 versos, discutindo a piedade de Deus e o Dia do Julgamento. O terceiro fragmento inclui, em seu anverso, os versos 80 a 86 do segundo capítulo, intitulado al-Baqarah (A vaca). O texto continua com os versos 87 a 96, no verso do fragmento. Com um total de 286 versos, a Sura al-Baqarah é o capítulo mais longo do Alcorão. Estes versos em particular discutem os Banu Isra'il (israelitas), sua aliança com Deus e como a maior parte de seus princípios não foi seguida. O texto do verso continua a partir dos versos imediatamente anteriores (no anverso) e discute Moisés e Jesus, bem como suas lutas contra as pessoas desregradas. Estes fragmentos foram escritos na caligrafia thuluth, em tinta dourada delineada em preto. O texto está completamente vocalizado em dourado, com sukuns (marcadores de silêncio) em tinta azul, provavelmente adicionados posteriormente. Os marcadores ayah (versos) consistem em rosetas douradas de oito pétalas, com círculos centrais executados em tinta dourada ou azul. O marcador ayah da parte central da segunda linha, entre os versos 20 e 21, no primeiro fragmento, destaca-se visualmente, já que sua forma difere dos outros marcadores de versos. Ele tem a intenção de marcar um décimo verso. Ele foi elaborado como um disco dourado liso pontilhado em azul no seu perímetro. Na margem esquerda, há um medalhão dourado que marca a ‘ashrun (20ª) juz' (seção) do Alcorão. A caligrafia (thuluth), executada em dourado e delineada em preto, a disposição do texto (cinco linhas por página), os marcadores de versos e os medalhões marginais todos apresentam semelhanças com um Alcorão feito na região de Jazirah (Mesopotâmia Superior) durante o século XIII e hoje mantido na Coleção Khalili de Londres.

Última Atualização: 6 de abril de 2015