Amostras de caligrafia

Descrição

A inscrição principal deste painel está contida em uma oval alongada e diz: Khan Bahadur Sayyid 'Ayn al-Din Sahib Madar al-Mahamm Riyasat Ditya Dama Iqbaluhu. O nome do regente, provavelmente Ditya, e seus muitos títulos, incluindo madar al-mahamm (centro dos assuntos importantes) estabelecem seu posto alto. O termo bahadur, particularmente, indica proveniência mogol indiana, já que esta designação honorífica era o sexto mais alto título conferido aos funcionários oficiais mogols, sendo mais tarde também conferido à segunda classe da Ordem da Índia Britânica. A inscrição foi executada em várias caligrafias diferentes, estando elas rotuladas de acordo com pequenas notas em tinta preta, imediatamente acima ou abaixo da palavra a qual correspondem. Os títulos Khan Bahadur estão escritos em caligrafia rayhani; 'Ayn al-Din, em caligrafia ghubar (poeira); Sahib, em caligrafia afshan (borrifos dourados); Madar al-Mahamm em caligrafia gulzar (jardim de flores); e Riyasat Ditya Dama Iqbaluhu em caligrafia mahi (peixe). A grande variedade de caligrafias, algumas das quais incluem motivos florais e de peixes, revela o domínio do calígrafo sobre a arte. O calígrafo, Hakim Sayyid Hamid 'Abbas al-Taqawi al-Bukhari, incluiu seu nome na margem central inferior, onde ele afirma que escreveu a obra. Embora ele seja desconhecido, seu nome sugere que sua cidade de origem era Bucará, no atual Uzbequistão. Ele provavelmente migrou para a Índia em busca de um patrono mogol, como Ditya, para quem executou este painel sobre seus títulos honoríficos. Os painéis executados em várias caligrafias, especialmente aqueles que utilizam as caligrafias florais e de peixes, parecem ser datados dos séculos XVIII e XIX, tendo sido feitos no Irã e na Índia. Por exemplo, um painel caligráfico executado pelo calígrafo persa Husayn Zarrin Qalam, em 1212 a.H. (1797 a 1798), mantido na coleção da Biblioteca do Congresso, também inclui várias caligrafias e motivos caprichosos. Painéis como este parecem ter sido pendurados como adornos em paredes, conforme indicado aqui pelo cordão ainda preso ao topo deste painel. Talvez também almejados por seus poderes protetores, eles podem incluir versos do Alcorão, como ayat al-kursi (O verso do trono, 2:255), do qual há uma parte no centro da margem horizontal superior deste fragmento.

Última Atualização: 27 de abril de 2015