Insha'

Descrição

Este fragmento caligráfico pertence a uma série de 22 composições literárias ou cartas escritas pelos calígrafos Mir Kalan, Khan Zaman (filho de Khan Khanan), Qa'im Khan, Lutfallah Khan e Mahabat Khan. A julgar pela caligrafia (nasta'liq indiano), um selo com a data 1113 a.H./1701-2 e uma carta mencionando a cidade de Jānpur, na Índia, parece que esses escritos foram realizados na Índia durante o século XVIII. As caligrafias costumam estar no estilo nasta'liq corrido em papel branco, emoldurado em azul e colado em um cartão rosa ou salmão. Elas chamam a atenção por estarem em condição particularmente ruim, em muitos casos, gravemente danificadas por buracos de traças e/ou manchas de água. Algumas têm marcas semelhantes a rabiscos nas margens, enquanto outras incluem impressões de selos que foram cortados e colados no cartão. Na maioria dos casos, há uma menção ao calígrafo na parte superior, precedida pela expressão "escrito por" ou "na caligrafia de". O anverso desse fragmento inclui uma nota de atribuição no topo, afirmando que foi escrito por Mir Kalan. Um documento não relacionado, provavelmente pertencente a um livro razão ou de contabilidade, foi rasgado e colado acima da amostra caligráfica. Ele inclui as palavras "habitantes de Lucknow", o que dá mais crédito à suposta proveniência indiana desses materiais. No canto inferior esquerdo, há um motivo de rabiscos. O texto principal foi escrito em tinta preta no papel branco e emoldurado em azul. O escritor inicia sua carta com três bayts (versos) de poesia sobre o entusiasmo ao se ver um amigo próximo. Em seguida, ele se desculpa por ter estado ocupado com o trabalho e, portanto, não ter podido visitar o amigo. Ele conclui a carta com outro bayt de poesia. O verso deste fragmento também inclui uma nota de atribuição no topo afirmando que foi escrito por Mir Kalan. O texto principal foi escrito em tinta preta sobre um pedaço de papel bege. A carta começa com um bayt de poesia que afirma que sua amante não deve afastá-lo, já que ele não cometeu nenhum pecado. A carta propriamente vem a seguir e está repleta de metáforas que demonstram a amizade, o amor e a dor da separação de quem a escreveu. Na verdade, adverte, se tivesse de escrever sobre apenas uma parte de sua dor na carta, este pedaço de papel queimaria até virar cinzas. Ele conclui afirmando que mal pode esperar para ver seu amigo em dois ou três dias.

Última Atualização: 27 de abril de 2016