Tradução de Bal'ami para o persa de “Tarikh” de al-Tabari

Descrição

Este fragmento contém as páginas iniciais da enciclopédia histórica Ta'rikh al-Rusul wa-al-Muluk (História dos profetas e reis), escrita em árabe pelo célebre historiador al-Tabari (de 223 a 310 a.H., aproximadamente/838 a 923, aproximadamente), mais tarde abreviada e traduzida para o persa, em 963, pelo escritor Bal'ami. O verso deste fragmento dá continuidade às duas primeiras páginas e inclui uma nota posterior identificando a obra como tawarikh-i Tabari-yi farsi (Histórias de Tabari em persa). A obra inclui uma história dos reis e dinastias do período pré-islâmico até a profecia de Maomé, bem como uma história dos primórdios do Islã. As duas primeiras páginas de texto no anverso do fragmento incluem um longo encômio a Deus, Seu poder e Suas criações. A estas, segue-se um encômio em árabe ao patrono do autor, o regente samânida do Coração e da Transoxiana, al-Mansur b. Nuh b. Ahmad b. Isma'il, para quem Bal'ami traduziu a obra para o persa. O autor afirma na conclusão de seu prefácio que “transcrevemos, nesta obra, a história do mundo, de tudo o que foi dito sobre os astrônomos e daquilo que foi dito sobre os zoroastristas, cristãos e judeus”. A terceira seção, que começa na parte inferior do lado esquerdo do anverso e continua no lado direito do verso do fragmento, glorifica o poder de Deus de criar, citando vários versos do Alcorão destacados em tinta vermelha. A página da direita contém a continuação de um encômio aos poderes criativos de Deus, intercalado com orações em árabe destacadas em tinta vermelha e seguido pela terceira seção da obra, que trata das opiniões de vários cientistas sobre a duração do mundo. Nesta seção, a duração da existência do mundo dos tempos de Adão até o Dia da Ressurreição é calculada de acordo com uma variedade de opiniões, incluindo a de Aristóteles e Hipócrates. Bal'ami observa que alguns estudiosos acreditam que a duração do mundo é de 7.000 anos. A página da esquerda inclui um número de notas posteriores de um leitor. No topo, há uma impressão ex-libris que afirma que o livro pertenceu a um certo Muhammad [...] 'Abd Khawajaga, que datou sua impressão de 1214 a.H./1799 a 1800. Infelizmente, tanto o nome do antigo dono do livro quanto sua data se apagaram posteriormente. Pelo fato de este fragmento trazer a introdução de Bal'ami e, portanto, marcar o início do manuscrito, o texto está emoldurado em ambos os lados por uma borda iluminada. As molduras são decoradas com flores douradas acompanhadas de pontos azuis em um fundo dourado. Nas bordas horizontais (superior e inferior) do fragmento, aparecem louvores a Deus, a Maomé, à família de Maomé e aos seus companheiros, escritos em tinta branca e emoldurados por painéis azuis decorados com flores douradas. O texto principal é escrito em tinta preta na antiga caligrafia naskh (cursiva) persa, típica de obras produzidas durante o reinado do Ilcanato (1256 a 1353) no Irã.

Última Atualização: 24 de dezembro de 2013