O desmaio de Laylah e Majnun do “Khamsah” de Niẓāmī

Descrição

Este fólio retrata uma passagem bastante conhecida da trágica história de Laylah e Majnun, conforme descrita no terceiro livro do Khamsah (Quinteto) de Niẓāmī Ganjavī. Separados à força pela animosidade entre suas respectivas tribos, casamentos forçados e anos de exílio na natureza selvagem, os dois desafortunados amantes encontram-se novamente pela última vez antes da morte, graças à intervenção do ancião mensageiro de Majnun. Após se encontrarem em um palmeiral do lado de fora do acampamento de Laylah, eles desmaiam de dor e paixão extrema. O mensageiro tenta ressuscitar os amantes, enquanto os animais selvagens, protetores de Majnun (“rei da natureza selvagem”), atacam intrusos indesejados. O local e a hora da narrativa são sugeridos pela presença de duas tendas no centro e do céu noturno, no plano de fundo. O estilo da composição e os matizes são típicos de pinturas feitas na cidade de Shiraz durante a segunda metade do século XVI. Muitos manuscritos deste período foram produzidos para o mercado doméstico e para a exportação internacional, em vez de serem encomendados pela realeza. A pintura parece ter sido realizada na mesma época do texto, que sobrevive no verso da pintura. Oito fólios do mesmo manuscrito, em sua maioria fólios iniciais ou finais de vários livros da Khamsah, são mantidos pela Biblioteca do Congresso. O texto está escrito em caligrafia nasta'liq, com quatro colunas por página, cada uma com 20 linhas.

Última Atualização: 24 de dezembro de 2013