Início do “Iqbalnamah” de Niẓāmī

Descrição

Este fólio iluminado dá continuidade ao início do Iqbalnamah (O livro do progresso), de Niẓāmī Ganjavī, que constitui a segunda de duas seções do último livro, Iskandarnamah (O livro de Alexandre, o Grande), do Khamsah (Quinteto) do autor. Ele segue os dois primeiros fólios iluminados do livro e oferta múltiplos subhan (louvores) ao Criador, além de fazer uma eulogia a Maomé, o Senhor dos Mensageiros. Niẓāmī introduz cada um de seus cinco livros com louvores introdutórios a Deus e a Seu Profeta, antes de iniciar a narrativa. O verso deste fólio conclui os primeiros quatro fólios do Iqbalnamah. A seção que introduz o assunto do livro aparece em um cartucho iluminado com o título escrito em tinta branca. No canto inferior do fólio aparece a chamada que inicia o fólio seguinte, que infelizmente foi perdido. Composto durante as últimas décadas do século XII, Khamsah foi escrito em mathnavi (dísticos rimados). Iskandarnamah reconta as façanhas heroicas de Alexandre, o Grande, suas batalhas e a jornada até a China e até Gog e Magog, no fim do mundo. O livro é inspirado na narrativa épica dos feitos de Alexandre conforme recontados por Firdawsī (940 a 1020) em seu Shahnamah (Livro dos reis), que pode ter sido extraído da história de Alexandre escrita por seu biógrafo oficial, Calístenes de Olinto (de 370 a 327 a.C., aproximadamente). A iluminação, os cabeçalhos dos capítulos em tinta branca, a disposição do texto e a caligrafia nasta'liq são típicos de manuscritos feitos em Shiraz durante a segunda metade do século XVI. Muitos manuscritos persas safávidas deste período foram produzidos para o mercado doméstico e para a exportação internacional, em vez de serem encomendados pela realeza. Nove outros fólios do mesmo manuscrito — provavelmente os fólios iniciais e finais de vários livros da Khamsah, além de uma pintura da história de Laylah e Majnun — fazem parte do acervo da Biblioteca do Congresso.

Última Atualização: 24 de dezembro de 2013