Os ritos funerários de Auitzotl

Descrição

O Códice Tovar, atribuído ao jesuíta mexicano Juan de Tovar do século XVI, contém informações detalhadas sobre os ritos e cerimônias dos astecas (também conhecidos como mexicas). O códice é ilustrado com 51 pinturas de página inteira em aquarela. Fortemente influenciado por manuscritos pictográficos do período pré-contato, as pinturas são de qualidade artística excepcional. O manuscrito está dividido em três seções. A primeira seção é uma história das viagens dos astecas antes da chegada dos espanhóis. A segunda seção, uma história ilustrada dos astecas, compõe o corpo principal do manuscrito. A terceira seção contém o calendário Tovar. Nesta ilustração da segunda seção, uma múmia é mostrada sentada em um trono de vime com o glifo de Auitzotl, uma coroa, enfeite de penas feitas de plumas de quetçal, um colar de jade e três homens ao fundo. A múmia está sangrando. A múmia de Auitzotl, com seu glifo e outros símbolos de sua realeza, é mostrada na segunda fase dos ritos fúnebres dos astecas, a cremação. Os três homens ao fundo representam os escravos que eram sacrificados quando um imperador morria. Auitzotl, ou Ahuitzotl (reinou entre 1486 e 1502), o oitavo imperador asteca, filho de Moctezuma I (ou Montezuma) e irmão de Axayacatl e Tizoc, ampliou o Império Asteca à sua maior dimensão. Ele morreu de uma doença degenerativa. Seus ritos funerários são descritos em um outro manuscrito importante, o Códice Durán. Auitzotl é representado pelo auitzotl ou ahuitzote, uma espécie de rato espinhento ou lontra que vivia no lago em que Tenochtitlan foi construída. Para os antigos mexicanos, era uma criatura mitológica assustadora que existiu para apanhar os homens para o deus da chuva, Tlaloc.

Última Atualização: 18 de junho de 2015