O Nemontemi e o mês Quahuitlehua no calendário solar asteca

Descrição

O Códice Tovar, atribuído ao jesuíta mexicano Juan de Tovar do século XVI, contém informações detalhadas sobre os ritos e cerimônias dos astecas (também conhecidos como mexicas). O códice é ilustrado com 51 pinturas de página inteira em aquarela. Fortemente influenciado por manuscritos pictográficos do período pré-contato, as pinturas são de qualidade artística excepcional. O manuscrito está dividido em três seções. A primeira seção é uma história das viagens dos astecas antes da chegada dos espanhóis. A segunda seção é uma história ilustrada dos astecas. A terceira seção contém o calendário Tovar, que registra um calendário civil asteca com os meses, semanas, dias, letras dominicais e festividades religiosas de um calendário cristão de 365 dias. Nesta ilustração da terceira seção, um homem careca com língua para fora é mostrado segurando um saco de incenso e usando sandálias. Ele veste uma pele humana esfolada e uma máscara. Em seus ombros estão atadas dragonas vermelhas e ele usa um colar de contas azuis com pingentes dourados. O texto identifica a figura como Huitzilopochtli, deus do sol e da guerra. Os cinco dias no final do calendário asteca eram chamados de Nemontemi, ou os cinco dias desafortunados ou inúteis. Este período era considerado perigoso, as pessoas permaneciam em suas casas e sequer cozinhavam para evitar atrair a atenção dos espíritos desfavoráveis. Eles eram seguidos por Quahuitlehua, também chamado de Atlcahualo, o primeiro mês. O homem retratado é provavelmente um personificador de Huitzilopochtli. As dragonas eram as iyequachtli (bolsas de tabaco) usadas nos ombros pelo sacerdote do templo.

Última Atualização: 26 de outubro de 2012