O desejo do estudante por uma explicação da ânsia do calculador

Descrição

Este manuscrito oferece um exemplo claro da vitalidade da tradição matemática do Norte da África, sob as dinastias berbere-muçulmanas que governavam o Ocidente islâmico do século XII até a primeira metade do século XVII. As dinastias eram os almóadas (séculos XII–XIII), os merínidas (séculos XIII–XV), os oatácidas (séculos XV–XVI) e os saadianos (séculos XVI–XVII). Embora tenha havido pouco avanço científico em outras áreas nesse período, as ciências matemáticas mantidas em desenvolvimento se refletem tanto na composição de trabalhos originais como em comentários. O autor do trabalho neste manuscrito, Muhammad ibn Ahmad ibn Ġāzī (por volta de 1437-1513), nasceu na cidade de Meknès (atual Marrocos). Ibn Ġāzī compôs obras nas áreas de belas-letras e matemática. Ele é conhecido pelos historiadores por uma história de Meknès em dois volumes e escreveu um comentário poético sobre o tratado matemático Talhīs ‘amal al-hisāb (A simplificação das operações de cálculo) de Abū ‛Abbās Ahmad Ibn al-Bannā Ibn Bannā (1256–1321). Os versos deste comentário, dos quais foi tirado o título Muniyat al-Hussāb (O desejo dos calculadores), constituem o cerne do presente texto e foram destacados em tinta vermelha pelo copista. Dada a complexidade do tema do Muniyat, Ibn Ġāzī decidiu fornecer um comentário em prosa sobre seus próprios versos. Assim, ele escreveu Buġiyat al-Tullāb ‘alā [Šarh] Muniyat al-Hussāb (O desejo dos estudantes por uma [explicação sobre] a ânsia do calculador) para esclarecer o significado de seu próprio poema e para ampliar seus comentários sobre o trabalho de Ibn Bannā’s. O conteúdo do metacomentário Buġiyat al-Tullāb é visível aqui em tinta preta.

Data de Criação

Data do Assunto

Idioma

Título no Idioma Original

هذا بغية الطلاب على منية الحساب

Tipo de Item

Descrição Física

115 folhas (26 linhas), soltas: papel; 17 x 11 centímetros

Observações

  • Papel: creme amarelado, com marcas d'água, em bom estado; folhas soltas da lombada. Texto do poema em tinta vermelha com comentários em preto Apenas algumas marcas diacríticas. Notas marginais, palavras de ordem nos retos. Poema escrito em métrica rajaz. As notas marginais indicam que o manuscrito foi comparado à outra cópia do mesmo texto. Escrita nasta'liq Encadernação: papelão moderno coberto com tecido; lombada em couro.

Coleção

Estrutura Internacional para a Interoperabilidade de Imagens (IIIF) Ajuda

Última Atualização: 18 de setembro de 2015