Carta, 1789, 24 de agosto

Descrição

Robert Burns (1759-1796) é mais conhecido por seus poemas e canções que refletem a herança cultural da Escócia. Ele nasceu em Alloway, Ayrshire, na Escócia, o primogênito dos sete filhos de um fazendeiro arrendatário, William Burnes, e sua esposa, Agnes Broun. Burns tinha pouca educação formal, mas lia literatura inglesa e absorvia as tradicionais canções folclóricas e contos do seu ambiente rural, em sua maioria no dialeto escocês. Ele começou a compor canções em 1774 e publicou seu primeiro livro, Poemas, Principalmente no Dialeto Escocês , em 1786. O trabalho foi um sucesso de crítica e seus poemas, tanto em escocês como em inglês, sobre vários temas, sedimentaram o enorme encanto de Burns. Ao mesmo tempo em que construía sua reputação literária, Burns trabalhava como fazendeiro e, em 1788, ele foi nomeado fiscal de imposto de consumo, em Ellisland. Ele passou os últimos 12 anos de sua vida coletando e editando canções folclóricas escocesas, que incluíam, entre outras, O Museu Musical Escocês e Uma Coleção Selecionada de Canções para Voz em Escocês de Airs Original. Burns contribuiu com centenas de canções escocesas para estas antologias, muitas vezes reescrevendo as letras tradicionais e adaptando-as em músicas novas ou revistas. Esta carta poética, do Dr. Thomas Blacklock, um clérigo cego que vivia em Edimburgo, elogia a recém-publicada edição Kilmarnock, das obras de Burns. Após esta mensagem encorajadora, Burns decidiu, no verão de 1786, a abandonar a sua planejada emigração para a Jamaica e, ao invés disso, ir para Edimburgo. Mais tarde, Burns escreveu ao Dr. John Moore, "a carta de Blacklock, de setembro de 1786, me entusiasmou tanto que me transferi para Edimburgo, sem ter um único conhecido na cidade." Em 1789, os dois amigos trocaram cartas rimadas(iniciadas por este poema), e Blacklock, assim como Burns, contribuíu com músicas para o Museu Musical dos Escoceses, de Johnson. A resposta de Burns para este poema começa, "Nossa, a sua carta me envaidecd!" Embora o manuscrito tenha sido colocado à disposição do biógrafo de Burns, James Currie, não se sabe de nenhum manuscrito oferecido a James Kinsley. A versão na Coleção Roy é o único manuscrito conhecido, e constitui uma evidência única, de uma amizade de importância crucial para o estabelecimento da reputação poética de Burns.

Última Atualização: 18 de setembro de 2015