Codex de Huamantla

Descrição

O contexto no qual este códice foi criado é desconhecido, mas fica claro que seu objetivo é contar a história do povo Otomi de Huamantla. O centro da pintura retrata a migração de um grupo de Otomi de Chiapan, no atual estado do México, para Huamantla, que está localizada no atual estado de Tlaxcala. A migração, que ocorreu no período pós-clássico, foi levada a efeito sob a proteção da deusa Xochiquétzal e de Otontecuhtli, senhor dos Otomis e do fogo. As notas explicativas contém os nomes dos líderes que chefiaram a migração. Na representação de Teotihuacan (local das grandes pirâmides do período clássico), as pirâmides são mostradas cobertas por vegetação, ou seja, abandonadas. No século XVI, a cultura Otomi parece ter sido permeada com a mitologia, idioma e cultura material Nahua; ao lado das pirâmides está uma representação do mito Nahua do nascimento do sol. O segundo grupo pictográfico, adicionado acima do primeiro por outro artista, usa menos espaço e uma escala menor para mostrar a participação dos Otomi na conquista do México, e as vidas dos Otomi sob o domínio espanhol.

Data de Criação

Data do Assunto

Título no Idioma Original

Códice de Huamantla

Tipo de Item

Descrição Física

Códice cartográfico-histórico de grande formato, pintado em pedaços espessos de papel amate. Com todos os pedaços agrupados, mede aproximadamente 8,50 X 1,90 metros.
Primeiro fragmento, 47 X 114 centímetros. Segundo fragmento, 154 X 92 centímetros. Terceiro fragmento, 187 X 95 centímetros. Quarto fragmento. 189 X 91 centímetros. Quinto fragmento, 242 X 95 centímetro. Sexto fragmento, 50 X 178 centímetros.

Observações

  • Inicialmente, o códice pertencia ao cientista mexicano Antonio de León y Gama (c.1735-1802), e tornou-se, posteriormente, parte da Coleção Lorenzo Boturini (Sondrio, Itália c.1702 a 1755), que identificou muitas das inscrições. Trata-se de um documento desenvolvido durante o início do período colonial, contendo pictogramas e escrita mesoamericanos pré-hispânicos. Contém notas explicativas no idioma nahuatl escrito no alfabeto latino, que foram decifradas pelo antropólogo mexicano Luis Reyes, e que estão, atualmente, praticamente apagadas.

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Última Atualização: 29 de setembro de 2014