Tesouro mexicano

Descrição

A presente cópia da obra popularmente conhecida como Tesoro Messicano (Tesouro mexicano), cujo título formal é Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus, seu, Plantarum animalium mineralium Mexicanorum historia (Inventário de itens médicos da Nova Espanha, ou História de plantas, animais e minerais mexicanos), também é conhecida como “Esemplare Cesiano”, devido às ricas anotações manuscritas de Federico Cesi (de 1585 a 1630), o naturalista e fundador italiano da Accademia dei Lincei, em Roma. O Tesoro é uma obra complexa: os eventos que culminaram na sua publicação em 1651 datam de 1570, quando o rei Filipe II da Espanha nomeou seu médico da corte, Francisco Hernández, para médico-chefe das Índias. Filipe ordenou que Hernández fosse ao México para estudar o meio ambiente do Novo Mundo, com foco nas aplicações medicinais de suas plantas ainda desconhecidas na época. Sete anos depois, Hernández retornou à Espanha, mas seu manuscrito, uma enorme coleção de nomes ininteligíveis com desenhos de plantas e animais desconhecidos, não agradou ao rei. Então Filipe solicitou a Leonardo Recchi para elaborar um texto mais compatível ao seu desejo original de uma lista de plantas para uso medicinal. Em 1610, o manuscrito de Recchi chegou às mãos de Cesi, que assumiu a tarefa de concluir a obra e garantir sua impressão. Cesi encomendou o comentário e a exegese de Johannes Faber, Fabio Colonna e Joannes Terentius, e a compilação dos índices ficou por conta de Francesco Stelluti. O volume traz quatro direitos de impressão datando de 1623 a 1627: Privilegium Summi Pontificis (do Papa Urbano VIII), Privilegium Imperatoris (do Fernando II do Sacro Império Romano-Germânico), Privilegium Regis Galliae (do rei Luís XIII da França), e Privilegium Magni Ducis Etruriae (de Ferdinando II, duque de Toscana), além de uma dedicação a Filipe IV datada de 1650 e o imprimátur de 1651. A página de rosto, gravada por Johann Friedrich Greuter, apresenta a data incorreta de 1649. O volume impresso é o resultado de uma compilação bem desordenada de várias partes impressas em momentos diferentes e reunidas por Vitale Mascardi, que utilizou o material à sua disposição, incluindo partes impressas enquanto Cesi estava vivo e outras produzidas só depois da sua morte. A primeira parte do Tesoro consiste de dez livros: o primeiro livro, Prolegomena (Prefácio), explica a metodologia que Recchi seguiu para processar o texto de Hernández. Do segundo ao oitavo livro há descrições de plantas; o nono livro apresenta descrições de animais; e o décimo trata de minerais. A segunda parte do Tesoro (da página 465 à 840) traz uma descrição detalhada dos animais do México escrita por Johannes Faber. A terceira parte (da página 841 à 899) contém Annotationes et Additiones (Notas e adendos) de Fabio Colonna. A obra termina com 20 tabelas, identificadas como Tabulae Phytosophicae (Tabelas botânicas), produzidas por Cesi. Apesar de ele não ter concluído a compilação de Tabulae Phytosophicae, na presente cópia essas tabelas aparecem finalizadas. As anotações de Cesi aparecem ou como breves notas de referência cruzada, posicionadas sob os títulos e muitas vezes perto das figuras de flores e plantas, ou como complexas anotações marginais na extremidade das páginas. Suas notas identificam plantas e, onde necessário, propõem novos nomes. A obra é um monumental compêndio do século XVII sobre a botânica, zoologia e mineralogia do Novo Mundo, resultado do trabalho em equipe de cientistas e viajantes ao longo de muitas décadas.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Vitale Mascardi, Roma

Idioma

Título no Idioma Original

Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus, seu, Plantarum animalium mineralium Mexicanorum historia

Tipo de Item

Descrição Física

950 páginas: ilustrações, tabelas

Observações

  • Tesoro Messicano (Tesouro mexicano) está na Biblioteca Digital Mundial com o apoio do Instituto pelo Léxico Intelectual Europeu e a História das Ideias (ILIESI) - CNR. O ILIESI está liderando um projeto internacional para oferecer acesso a edições digitais dos principais textos filosóficos para facilitar as pesquisas sobre a história intercultural da filosofia. O projeto traça a migração de conceitos filosóficos de edições originais para edições posteriores e traduções de grandes textos.

Referências

  1. Luigi Guerrini, The “Accademia dei Lincei” and the New World (Berlin: Max Planck Institute for the History of Science, 2008).

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Última Atualização: 13 de setembro de 2017