História genealógica dos tártaros, traduzida para o francês do manuscrito tártaro escrito em mogol por Abu al-Ghazi Bahadur, khan de Khowarazm, acompanhada por várias anotações curiosas e confiáveis sobre o atual estado do norte da Ásia com os requeridos mapas geográficos, e do francês para o russo na Academia de Ciências

Descrição

Abu al-Ghazi Bahadur (ou Ebulgazi Bahadir Han, de 1603 a 1663) foi o governante do canato de Khiva (no atual Uzbequistão) e um proeminente historiador dos povos turcos que escreveu no idioma turco antigo (chagatai). Filho de ʻArab Muhammad Khan, Abu al-Ghazi se viu numa luta dinástica com seus irmãos após a morte de seu pai, e teve que fugir para a corte safávida em Isfahan (no atual Irã), onde viveu de 1629 até 1639. Mais tarde, em 1644 ou 1645, assumiu o trono do canato de Khiva, reinando até sua morte. Ele foi autor de duas obras consideradas importantes fontes para a história da Ásia Central: Shajare-i Tarākime ou Şecere-i Terakime (Árvore genealógica dos turcomenos), concluída em 1659, e Shajare-i Turk (Árvore genealógica dos povos túrquicos), que deixou incompleta, mas que foi concluída em 1665 por seu filho, Abu al-Muzaffar Anusha Muhammad Bahadur. Shajare-i Turk foi traduzida para o francês e publicada em Leiden em 1726 com o título Histoire genéalogique des Tatars. A obra contém uma história genealógica dos turcos desde os tempos de Adão bíblico até 1663. A maior parte do livro conta a história da dinastia Shaybanid, que governou o canato de Bucara de 1500 a 1598. Aqui apresentamos uma edição russa da Shajare-i Turk, publicada em São Petersburgo em 1768 pela Academia Russa de Ciências, com base na tradução francesa de 1726. O livro contém dois volumes e apresenta diferentes mapas da “Ásia do Norte” no início de cada volume. A obra é mantida pelo Departamento de Livros Raros da Biblioteca Estatal da Rússia, em Moscou.

Última Atualização: 17 de agosto de 2016