The Stars and Stripes. Volume 1, número 43, 29 de novembro de 1918

Descrição

The Stars and Stripes foi publicado na França pelas Forças Expedicionárias Americanas (AEF) do Exército dos Estados Unidos de 8 de fevereiro de 1918 a 13 de junho de 1919. O general John J. Pershing queria que os soldados na frente de batalha recebessem um jornal escrito por militares. Na capa da primeira edição, Pershing apoiou o jornal e descreveu sua finalidade e seu conteúdo: “Nesta primeira edição do The Stars and Stripes, publicada pelos homens do Comando Externo, o Comandante-em-chefe das Forças Expedicionárias Americanas, por meio da equipe editora, saúda todos os leitores espalhados pelas trincheiras da linha de frente até os portos base. Esses leitores são em sua maioria homens honrados por fazerem parte do primeiro contingente americano a lutar em solo europeu pela honra de seu país. . . . O jornal, escrito por militares do exército, deve transmitir os pensamentos do novo exército americano e do povo americano que o exército representa. Esse é o seu jornal. Boa sorte a ele.” A missão do jornal era fortalecer o moral das tropas e promover a unidade entre as forças americanas, que mais tarde ficaram bem espalhadas e desempenharam muitas funções sem relação aparente. A iniciativa ganhou popularidade instantânea entre os soldados e os 1.000 exemplares da sua primeira edição foram rapidamente vendidos. Embora apontado como o “jornal oficial da AEF”, a voz editorial independente ganhou a confiança e o carinho dos soldados rasos. Publicado exclusivamente na França durante seus 17 meses de funcionamento, The Stars and Stripes usava um layout típico de jornais americanos da época, com colunas largas, manchetes com letras maiúsculas e muitas ilustrações. A equipe editorial encarregada pelo jornal era composta principalmente de homens alistados, incluindo vários jornalistas de carreira. Entre os que contribuíram com sua experiência e habilidade estavam o segundo tenente Guy T. Viskniskki do Sindicato de Jornais Wheeler, o crítico dramático Alexander Woollcott do New York Times, o bibliófilo John Winterich e o cartunista Abian “Wally” Wallgren do Washington Post. O soldado raso Harold W. Ross, mais tarde fundador da revista The New Yorker, também fez parte do corpo editorial. The Stars and Stripes cresceu e tornou-se um jornal de grande circulação, alcançando mais de 500.000 leitores no seu primeiro ano de existência. Tanto o conteúdo como o sistema de distribuição contribuíram para o sucesso do jornal. Com engenho e perseverança, os agentes entregavam o jornal à maioria dos assinantes na data de publicação. O capitão Richard H. Waldo, que antes de seu alistamento havia trabalhado no New York Times e no Good Housekeeping, desenvolveu um sistema pelo qual os soldados distribuidores, ou “agentes de campo”, em cada Agência do Exército coordenavam e distribuíam o jornal por trem, caminhões e automóveis (incluindo três Cadillacs). Jornaleiros franceses também entregavam exemplares do semanário a agentes de campo e centros de hospitalidade administrados pela ACM, conhecidos como “cabanas da ACM”. Além disso, os distribuidores enviaram mais de 200.000 exemplares a bases militares e assinantes individuais nos Estados Unidos. Todas as 71 publicações do The Stars and Stripes estão presentes na Biblioteca Digital Mundial.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017