Afeganistão: o estado tampão. Grã-Bretanha e Rússia na Ásia Central

Descrição

Afeganistão: o estado tampão. Grã-Bretanha e Rússia na Ásia Central é uma visão geral sobre a rivalidade anglo-russa e a percepção da ameaça russa à Índia Britânica, escrita por um ex-oficial e intérprete de russo no exército indiano. O objetivo do texto é apresentar uma introdução sucinta de um assunto complexo e fornecer compreensão sobre um determinado pensamento imperial britânico que prevaleceu até a Primeira Guerra Mundial. O capítulo um discute a importância da Índia para o Império Britânico. O livro argumenta que os objetivos britânicos deveriam ser proteger “todas as linhas de comunicação ligando a Índia à Pátria Mãe”, bem como a própria Índia. Para isso, a Grã-Bretanha “deverá então indicar uma política em que Pérsia, Afeganistão e China Ocidental se mantenham independentes e não divididos, e se possível mais propensos à influência britânica do que a de qualquer outra potência”. Também seria essencial manter Bósforo e Dardanelos “sempre fechados para a Rússia” e evitar que os russos consigam um porto no Golfo Pérsico. O capítulo dois apresenta uma visão geral de invasões passadas da Índia, desde o tempo dos antigos assírios e persas até Nadir Shah no século XVIII. Os capítulos três e quatro falam da presença e das políticas russas na Ásia Central. O capítulo cinco discorre sobre o campo de batalha em que possivelmente haveria um conflito anglo-russo. O capítulo seis lida com o papel dos estados ou principados que influenciariam o curso de qualquer conflito, sendo o Afeganistão o mais importante, mas também Baluquistão, Tibete, Caxemira e China. O capítulo final discute o acordo anglo-russo de 1907, que reafirmou a predominante influência da Grã-Bretanha sobre o Afeganistão. Publicado em Londres e em Madras (atual Chennai, na Índia), o livro contém dois mapas desdobráveis detalhados que ilustram o “avanço” da Rússia na Ásia Central. O livro tem pouco a dizer sobre a Alemanha, com a qual, ironicamente, dentro de alguns anos a Grã-Bretanha estaria em guerra (em aliança com a Rússia).

Última Atualização: 17 de agosto de 2016