Pérsia e a Questão Persa

Descrição

George Nathaniel Curzon (de 1859 a 1925) foi um político, viajante e escritor britânico que serviu como vice-rei da Índia de 1899 a 1905 e como secretário de relações exteriores de 1919 a 1924. Quando jovem, realizou diversas viagens e escreveu vários livros inspirados em suas jornadas, como Rússia na Ásia Central (1889), Pérsia e a Questão Persa (1892), e Problemas do Extremo Oriente (1894). Pérsia e a Questão Persa, que apresentamos aqui, é uma obra de dois volumes baseada na estadia de seis meses de Curzon no Irã a partir do final de 1899, onde ele trabalhou como correspondente do jornal londrino The Times. A intenção do autor, como ele mesmo diz no prefácio, é produzir “uma obra clássica em inglês” sobre o assunto. Após dois capítulos introdutórios, os capítulos de três a 12 documentam as visitas de Curzon, bem como suas observações, a diferentes partes do país, incluindo a viagem de Ashkabad (atual Ashgabat, no Turcomenistão) ao Irã, e estadias em Kuchan, Meshed, Coração, Seistão, Teerã e em outros lugares. O volume um conclui com capítulos individuais dedicados ao xá e à família real, tratando também de assuntos sobre governo; instituições e reformas; noroeste e províncias do noroeste; exército; e ferrovias. O volume dois começa com mais sete capítulos (do 19 ao 25), relatando viagens a diferentes partes do país, incluindo Isfahan, Shiraz, Bushir (atual Bushehr), e as províncias do leste, sudeste e sudoeste. Os capítulos restantes (do 26 ao 30) abordam tópicos como marinha; Golfo Pérsico; renda, recursos e fabricações; comércio e negócio; e políticas britânica e russa na Pérsia. Para Curzon, a essência da “Questão Persa” é a rivalidade entre os impérios russos e britânicos pela influência na Pérsia, tema discutido em detalhe pelo autor no último capítulo. Esse capítulo também discorre sobre os “dois vizinhos asiáticos” da Pérsia: Afeganistão e Império Otomano, sendo que ambos “mantinham grandes extensões de territórios que um dia pertenceram aos domínios persas”. Curzon termina com um comentário de esperança em relação ao desenvolvimento futuro do país, mas pede paciência e adverte que “esquemas colossais para a regeneração rápida da Pérsia... só acabarão em fiasco”. Ele também adverte contra um papel dominante para concessões estrangeiras: “O capital persa deve estar voltado para a exploração de recursos persas, pois um monopólio do financiamento controlado por estrangeiros atiça inveja, e transmite a ideia de usurpação”. O livro inclui ilustrações e mapas.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Longmans, Green & Company, Londres

Idioma

Título no Idioma Original

Persia and the Persian question

Lugar

Tipo de Item

Descrição Física

2 volumes: ilustrações, retratos, mapas; 23 centímetros

Estrutura Internacional para a Interoperabilidade de Imagens (IIIF) Ajuda

Última Atualização: 30 de setembro de 2016