Hejaz na Primeira Guerra Mundial

Descrição

Le Hedjaz dans la guerre mondiale (Hejaz na Primeira Guerra Mundial) é um relato do general francês Édouard Brémond sobre a contribuição do exército francês na derrota das forças otomanas pelos aliados britânicos, árabes e franceses. Brémond descreve seu papel como líder da missão política e militar francesa em Hejaz, cujo objetivo era derrotar os otomanos e colocar o Xarife de Meca, Husayn ibn ‘Ali (por volta de 1853 a 1931), no trono do novo Reino de Hejaz. Brémond foi enviado à Arábia em 1916 para liderar um exército composto principalmente por tropas africanas muçulmanas. Durante sua missão ele coordenou ações militares com o exército e a força aérea da Grã-Bretanha, envolvida em negociações com as tribos, e realizou operações de paz dentro e em torno das cidades sagradas de Meca e Medina. A história é escrita na terceira pessoa. Juntamente com seu relato estão cronologias de eventos militares e diplomáticos no local de batalha da Arábia ocidental em 1916 e 1917, bem como transcrições das principais correspondências com seus colegas britânicos e árabes e com o Ministério da Guerra francês em Paris. Brémond não faz questão de esconder suas relações espinhosas com o Ministério ou com o exército britânico, alegando que em muitos momentos da campanha ambos foram obstrucionistas. Ele achou que o comando francês em Paris considerava a frente de batalha árabe de importância secundária para o progresso da guerra na Europa. Ao descrever os britânicos, Brémond compara sua própria forma de tratar as tropas árabes e africanas com a arrogância dos britânicos. Ele se refere principalmente a T. E. Lawrence (Lawrence da Arábia, 1888 a 1935), dizendo que o capitão Lawrence se referiu a oficiais e soldados muçulmanos com “termos desagradáveis”, e observa que os soldados muçulmanos e africanos da tropa francesa tinham acesso até mesmo ao refeitório dos oficiais. Brémond se orgulhava em delegar o planejamento e a execução de operações militares e civis a oficiais africanos, alguns dos quais ele treinou durante serviços anteriores, principalmente no Marrocos. O livro apresenta muitos detalhes sobre operações de desenvolvimento econômico, de segurança e militar após os conflitos, que incluíam assegurar o hajj (peregrinação) em 1917, estabelecer um banco central, e garantir o cumprimento das censuras contra a produção de cerveja e a prostituição em Meca. O livro narra eventos na Arábia e o Levante até 1920, mesmo Brémond já tendo deixado a região naquele período. A obra contém cinco esboços de mapas do local de batalha árabe ocidental, marcando fronteiras políticas, rotas de transporte e territórios tribais próximos.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017