O berço do islã: Arábia Ocidental na véspera da hégira

Descrição

Le berceau de l'Islam: l'Arabie occidentale à la veille de l'hégire (O berço do islã: Arábia Ocidental na véspera da hégira) é uma história ambiental e social da região de Hejaz da Península Arábica ocidental, região que o autor, Henri Lammens (de 1862 a 1937), chama de “berço do islã”. O livro consiste em estudos do clima, da geografia, da topografia e da antropologia da região no início do século VII, rigorosamente apoiados em fontes textuais árabes que representam as principais bases do que se conhece sobre a região e seus habitantes pré-islâmicos: beduínos, judeus e cristãos árabes. De acordo com a maioria dos historiadores, Lammens data o início da inspiração profética de Maomé em torno do ano 610. Maomé se mudou de Meca para Medina em 622, considerado o primeiro ano do calendário islâmico. A obra é composta de aulas transcritas e anotações preparadas para aulas ministradas por Lammens em Roma e em Beirute, o que explica a organização espalhada dos vários artigos de uma página muitas vezes incoerentes que caracterizam o livro. A obra traz um índice detalhado para auxiliar o leitor. Lammens era um jesuíta belga que se mudou para o Líbano durante sua adolescência. Ele passou a dominar o árabe e ensinou na Universidade Saint Joseph, em Beirute, e em escolas no Cairo e em Alexandria, no Egito. Lammens era conhecido por seus contemporâneos por suas escritas polêmicas e suas firmes opiniões. Os estudiosos se dividem em duas linhas de pensamento sobre sua obra. Apesar de reconhecer seu profundo conhecimento das fontes primárias árabes (ele contribuiu com 80 artigos para a primeira edição da Enciclopédia do Islã), muitos estudiosos o criticam pelo fato de ele ter deixado sua crença no catolicismo influenciar fortemente suas atitudes em relação ao islã e a outras denominações cristãs da região. Após passar um longo período com a saúde debilitada, Lammens morreu em Beirute em 1937. O livro foi publicado em Roma em 1914 pelo Instituto Bíblico Pontifício. A obra deveria ser a primeira de uma série sobre a história primitiva islâmica, um projeto nunca levado adiante.

Última Atualização: 17 de março de 2016