Secretário da Guerra Simon Cameron

Descrição

Simon Cameron (1799 a 1889) foi um editor de jornal e político da Pensilvânia que exerceu o cargo de primeiro-secretário da Guerra no gabinete do presidente Abraham Lincoln. Ele nasceu em Maytown, Pensilvânia e ficou órfão aos nove anos de idade. Apesar de sua educação formal limitada, chegou à função de aprendiz de gráfica e subiu gradualmente de posto até se tornar editor de Bucks County Messenger. Usando sua posição na imprensa como trampolim, ele se tornou ativo na política do Estado da Pensilvânia e serviu no Senado americano de 1845 a 1849. De origem democrata, trocou de partidos e foi eleito para o Senado como republicano em 1856. Lincoln nomeou Cameron para o seu gabinete em 1861, em parte como reconhecimento por sua grande atuação ao trazer a Pensilvânia para os republicamos na eleição de 1860. Ele provou ser um secretário da Guerra ineficiente que tinha divergências políticas com Lincoln, considerado por muitos corrupto, tendo renunciado em 14 de janeiro de 1862. Entretanto, permaneceram amigáveis e o presidente o nomeou Ministro para a Rússia. Cameron permaneceu em São Petersburgo menos de um ano antes de retornar a Pensilvânia para retomar suas atividades políticas e comerciais. Ele atuou no Senado americano de 1867 a 1877. Cameron é lembrado por sua definição de que “um político honesto” é “aquele que, quando comprado, permanece comprado”. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Última Atualização: 22 de março de 2016