Comissário na Grã-Bretanha e França, Estados Confederados da América

Descrição

James Murray Mason (1798 a 1871) foi Senador dos Estados Unidos e diplomata confederado. Ele é mais lembrado pela elaboração da Lei do Escravo Fugitivo, de 1850, e por seu envolvimento no caso Trent, que em 1861 quase levou a guerra entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Nascido em Georgetown, Distrito de Columbia, formou-se na Universidade da Pensilvânia em 1818 e em Direito pela College of William and Mary, dois anos depois. Exerceu a advocacia por um período em Winchester, Virginia, antes de prosseguir com a carreira política. Mason atuou no Congresso dos Estados Unidos de 1837 a 1839 e no Senado de 1847 a 1861. Com a eclosão da Guerra Civil, ele foi escolhido para representar a Confederação na Inglaterra. Ele estava a caminho da Europa no navio a vapor britânico Trent quando foi interceptado por forças navais americanas. Mason e outro passageiro, John Slidell, foram detidos por um tempo em Fort Warren, no porto de Boston, mas posteriormente foram libertados e autorizados a continuar sua jornada. Em Londres, buscou ganhar reconhecimento britânico dos Estados Confederados da América e de simpatizantes do grupo de Confederados. Apesar de pequenos avanços, Mason nunca conseguiu ter um reconhecimento formal por uma potência europeia da Confederação como um estado independente. Depois da guerra, ele fugiu com sua família para Montreal, no Canadá. Depois, retornou para Alexandria, Virginia, onde faleceu. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Edward Anthony, Nova York

Tipo de Item

Descrição Física

1 impressão fotográfica: carte-de-visite, papel albumina; 8,5 x 5,5 centímetros

Referências

  1. Charles M. Hubbard, “Mason, James Murray,” in American National Biography (New York: Oxford University Press, 1999).

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Última Atualização: 11 de abril de 2017