“Hortus Regius” ou árvore genealógica da rainha Cristina com emblemas políticos

Descrição

Hortus Regius (O jardim real) foi dado à rainha Cristina da Suécia por volta de 1645 por seu criador, o diplomata Shering Rosenhane (de 1609 a 1663). Com esse elegante manuscrito, Rosenhane quis celebrar o primeiro ano do reinado da rainha. O volume é introduzido por um retrato de corpo inteiro da rainha Cristina. Hortus Regius é um livro com emblemas, em que cada emblema consiste de elementos textuais e pictóricos. Elementos da literatura clássica, medieval e contemporânea de um caráter sentencioso útil para uma rainha são combinados com ilustrações do pintor holandês Pieter Holsteyn, o filho (por volta de 1614 a 1673). Hortus Regius foi produzido como um tipo de espelho para príncipes, um livro de instruções para um soberano, em que o tom estabelecido é a virtude e onde os princípios essenciais são paciência e prudência. Embora o manuscrito se baseie muito em outros livros de emblemas internacionais, as ilustrações estão até certo ponto adaptadas a um contexto sueco. O subtítulo da obra, “Árvore genealógica da rainha Cristina com emblemas políticos”, indica a importância da genealogia no gênero emblemático. O manuscrito está encadernado em marroquim vermelho e consiste de duas partes principais, das quais a primeira contém muitas ilustrações alternadas com árvores genealógicas e emblemas. Os emblemas são acompanhados por citações em latim, italiano, francês e espanhol. A segunda parte do volume é uma lista de casas principescas contemporâneas na Europa. Mais tarde o manuscrito passou a ser de J. Alströmer, que em 1769 o deu de presente ao futuro rei Gustavo III da Suécia. A obra foi adquirida pela Biblioteca Nacional da Suécia no final do século XVIII, juntamente com o restante da biblioteca do rei.

Última Atualização: 23 de março de 2017