Codex Aureus

Descrição

Codex Aureus é um dos mais suntuosos manuscritos medievais ingleses de todos os remanescentes. Sua produção ocorreu por volta de 750, no sul da Inglaterra, provavelmente em Canterbury. O manuscrito foi escrito alternativamente em folhas roxas e sem cores, em escrita uncial com tintas nas cores preta, vermelha, branca, dourada e prata. Dois dos quatro retratos de página inteira dos Evangelistas sobreviveram, produzidos em estilo anglo-saxão com fortes elementos bizantinos e italianos. A escrita uncial, disposta em certas páginas em padrões conhecidos como carmina figurata (poemas visuais), as miniaturas dos Evangelistas, e o uso de pergaminho roxo, todos imitam o esplendor dos manuscritos imperiais da Antiguidade Tardia. Três das folhas estão cortadas e tiveram metade ou mais de suas partes arrancadas, mas sem afetar os textos. Acredita-se que originalmente o manuscrito tinha pelo menos outras cinco folhas, e talvez mais. No início há uma folha de guarda, provavelmente adicionada depois do período medieval; a folha de guarda no final está ausente. De acordo com uma inscrição anglo-saxônica do século IX, o Codex Aureus foi levado por Vikings durante uma invasão, mas cerca de um século depois foi restituído à Catedral da Igreja de Cristo em Canterbury. Presume-se que o códice tenha em seguida permanecido na catedral de Canterbury durante a Idade Média. Sua história pós-medieval é desconhecida até quase o final do século XVII, quando em 1690 Johan Gabriel Sparwenfeld (de 1655 a 1727), emissário sueco e distinto linguista e filólogo, comprou o manuscrito em Madrid da famosa biblioteca de Gaspar de Haro, sétimo Marqués del Carpio (de 1629 a 1687). Sparwenfeld doou o Codex Aureus à Biblioteca Real (Biblioteca Nacional da Suécia) em 1705.

Data de Criação

Data do Assunto

Idioma

Tipo de Item

Descrição Física

191 páginas: pergaminho; 39,5 x 32 centímetros

Observações

  • Código: A 135

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Última Atualização: 17 de outubro de 2017