Arábia Felix, memórias de viagens na África e na Ásia

Descrição

L’Arabie heureuse, souvenirs de voyages en Afrique et en Asie (Arábia Felix, memórias de viagens na África e na Ásia) é supostamente um relato de aventuras do autor pela Arábia. Alega-se que Louis du Couret (de 1812 a 1867) foi um aventureiro francês que se converteu ao islamismo e adotou o nome Hajji ʻAbd al-Hamid. Ele foi contratado com a patente militar de bei (coronel, em termos gerais) por Muhammad ‘Ali, governador do Egito. Há certa dúvida em relação aos detalhes de sua vida e a autenticidade de seus livros de viagem. A vida de aventura e descoberta relatada em seus escritos é considerada uma invenção, provavelmente pelo famoso escritor francês Alexandre Dumas (de 1802 a 1870), a quem a edição desta publicação é atribuída. A obra L’Arabie Heureuse apresenta detalhes das peregrinações do autor pelo Mar Vermelho, ao sul de Jidá na década de 1840. Sua angustiante viagem é repleta de episódios de tempestades no mar, piratas e um romance no deserto. O ritmo da narração é rápido e os personagens exoticamente orientais. O autor diz sobre si mesmo: “Tornei-me árabe. Não viajo a negócios, mas por curiosidade e bel-prazer”. Grande parte dessa obra de três volumes é dedicada ao tempo que ele passou na cidade costeira de Abu ‘Arish, na atual Arábia Saudita, onde oferece conselhos ao xarife (chefe local) sobre as vantagens da arquitetura militar europeia e a um jovem local sobre sua vida amorosa. Em sua obra Voyageurs et écrivains français en Égypte (Viajantes e escritores franceses no Egito), o crítico literário francês Jean-Marie Carré é enfático em atribuir a obra inteira a Dumas. Numa cena que espelha a própria herança mestiça de Dumas, Du Couret narra o destino infeliz de uma menina creole de Reunião que é vendida ao sultão de Omã. Dumas é bem conhecido por seu empreendedorismo literário. Numa época em que muitos romances eram primeiro transformados em série antes da publicação em forma de livro, o autor, na pessoa de ‘Abd al-Hamid Bey, gosta de deixar um conto inacabado, exigindo que o leitor compre o próximo capítulo para saber o fim da história. Estudiosos modernos afirmam com veemência que Du Couret nunca existiu e que não passou de uma invenção de Alexandre Dumas. Dumas publicou outro livro que pretendia atribuir a Du Couret, Les Mystères du Désert (publicado em inglês como Life in the Desert, or, Recollections of Travel in Asia and Africa [Vida no deserto ou Recordações de viagens pela Ásia e África]), que também parece ter sido uma fraude literária planejada.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Michel Lévy, Paris

Idioma

Título no Idioma Original

L'Arabie heureuse, souvenirs de voyages en Afrique et en Asie

Tipo de Item

Descrição Física

3 volumes; 19 centímetros

Referências

  1. Jean-Marie Carré, Voyageurs et écrivains français en Égypte (Cairo, Institut français d’archéologie orientale, 1956).
  2. Bernard Franco, “Introduction de l'Arabie heureuse au bonheur en Arabie,” in Revue de la littérature comparee 1, number 333 (2010).

Estrutura Internacional para a Interoperabilidade de Imagens (IIIF) Ajuda

Última Atualização: 29 de outubro de 2015