Pequeno mapa do Oceano do Norte entre Ásia e América, após as descobertas realizadas pelos russos

Descrição

O mapa da região do Alasca e do Pacífico Norte feito pelo cartógrafo francês Jacques-Nicolas Bellin (de 1703 a 1772) faz parte de uma coleção de cartas hidrográficas produzidas para a Marinha francesa no período entre 1737 e 1765. Formado como hidrógrafo, Bellin trabalhava para o Departamento Marítimo Francês e era especialista na produção de mapas marítimos de regiões costeiras. Em 1764, ele publicou Le Petit Atlas Maritime (Pequeno atlas marítimo), uma obra em cinco volumes com 581 mapas. Este mapa é muito semelhante a outros franceses e europeus do século XVIII, todos elaborados com base no mesmo banco limitado de informações geográficas. Utilizando-se principalmente de dados coletados de viagens exploradoras russas, ele descreve as rotas percorridas por Semen Dezhnev em torno da Península de Chukotka, em 1648; por Vitus Bering, pelo caminho que ficou conhecido como Estreito de Bering, em 1728; por Mikhail Gvozdev e Ivan Fyodorov, pelo Estreito de Bering para o Cabo Príncipe de Gales, no Alasca, em 1732; e por Vitus Bering e Aleksei Chirikov, ao sul do Alasca, em 1741. O mapa também se baseia nas abundantes anotações do etnógrafo alemão Gerhard Friedrich Müller, publicadas em 1766. Até a viagem do capitão Cook para o Alasca em 1778, o entendimento europeu da geografia do Alasca e do Pacífico Norte não havia progredido muito. Mais tarde, notou-se que algumas áreas do mapa estavam erradas, como a grande massa de terra relatada por nativos em Kamchatka e representada ao norte das Ilhas Aleutas. O mapa inclui detalhes específicos e precisos sobre a costa asiática russa ao sul do Japão, bem como a Ilha Sacalina e as Ilhas Curilas. Partes da Califórnia, conhecidas por conta de explorações espanholas, bem como territórios do interior da América do Norte, perto da Baía de Hudson, também são registradas. Esta última região era bem conhecida pelos franceses voyageurs, que a esta altura haviam explorado completamente as áreas centro-norte da América do Norte. No entanto, uma grande região ao sudoeste da Baía de Hudson aparece no mapa como “grande extensão de país totalmente desconhecido”. Um rio (Bourbon ou Nelson) e um forte (Forte Bourbon ou York) são identificados por nomes em inglês e em francês, refletindo o controle desta região pela Companhia da Baía de Hudson. O mapa apresenta seis escalas diferentes em diferentes graus de latitude.

Última Atualização: 30 de outubro de 2015