Alguns problemas do Golfo Pérsico

Descrição

Alguns problemas do Golfo Pérsico é um documento que foi lido por Lovat Fraser na reunião da Sociedade Asiática Central realizada em Londres no dia 8 de janeiro de 1908. Fraser era um jornalista britânico de certa importância. Um forte defensor do imperialismo, foi editor do jornal Times of India até 1907, quando deixou Bombaim (atual Mumbai) e foi para Londres, onde trabalhou como correspondente internacional para o mesmo jornal até 1922. Sua obra mais notável é Índia sob Curzon e depois, publicada em 1911. O documento que apresentamos aqui inclui o discurso de Fraser para a reunião e a transcrição da discussão que se seguiu. Os problemas referidos no título são as ações estratégicas necessárias para manter a influência britânica no Golfo Pérsico, de suma importância diante das ambições das outras potências, especialmente Rússia e Alemanha. O objetivo estratégico no Golfo, na opinião de Fraser, era proteger a Índia contra a invasão dessas potências. A presença britânica no Golfo foi construída em torno de uma série de tratados com os Estados Truciais, as regiões árabes governadas por xeques ao longo do Golfo, cujos líderes dependiam da Grã-Bretanha para terem segurança marítima e liberdade comercial, e alcançarem a abolição da escravidão, o fim da pirataria e a reconciliação interna das disputas tribais. A Pérsia (atual Irã), buscando defender seus interesses, preocupava-se em preservar sua integridade territorial contra possíveis invasões da Rússia czarista. Os britânicos forneceram segurança marítima ao longo da costa iraniana do Golfo, pois, conforme Fraser explica, “Os persas nunca possuíram, e nunca possuirão, o segredo dos mares”. O público apoiou a recomendação de Fraser para manter o domínio britânico no Golfo, aumentando a influência britânica sobre a região central do Irã e trabalhando para manter a estabilidade do Iraque e da Arábia otomanos. Alguns, no entanto, lamentaram a falta de “espírito imperial” entre muitos membros do Parlamento e queixaram-se de que as relações exteriores do país foram realizadas de forma amadora por políticos e funcionários “com pouquíssimo conhecimento das condições locais”.

Última Atualização: 18 de fevereiro de 2016