Viagem de Eduard Glaser a Ma'rib

Descrição

Eduard Glaser (de 1855 a 1908) foi um proeminente estudioso da Arábia do Sul. Ele nasceu em Rust, na Boêmia, e mais tarde se mudou para Viena, onde estudou gramática árabe e sabeia com o orientalista austríaco David Heinrich Müller. Glaser realizou quatro viagens à Arábia do Sul no final do século XIX (de 1882 a 1884, de 1885 a 1886, de 1887 a 1888, e de 1892 a 1894), a fim de estudar e copiar as inscrições sabeias. Os sabeus eram um povo da Arábia do Sul nos tempos pré-islâmicos, fundadores do reino de Sabá, o reino bíblico de Sabá. Eles falavam uma língua semítica, agora extinta, que tinha seu próprio alfabeto. Na época das visitas de Glaser, a região estava sob domínio turco-otomano, e Glaser usou seus vínculos com a força armada e oficiais turcos para ter acesso inédito a locais históricos, incluindo a antiga cidade de Ma'rib e sua famosa represa, com cerca de 550 metros de comprimento. Embora o nome de Glaser esteja mais associado à valiosa coleção de inscrições que copiou durante suas viagens, seu estudo sobre a Arábia do Sul foi amplo e abordou muitos outros tópicos. Eduard Glasers Reise nach Marib (Viagem de Eduard Glaser a Ma'rib), foi publicada em Viena em 1913, cinco anos após sua morte. A obra relata parte de sua terceira viagem, de Sanaa a Ma'rib, realizada entre 17 de março e 24 de abril de 1888. O livro está dividido em três partes principais: “Reise nach Marib” (Viagem a Ma'rib), “Aufenthalt und Arbeiten in Marib” (Estadia e trabalho em Ma'rib), e “Rückreise nach Ṣan'ā” (Viagem de volta para Sanaa). O livro apresenta inserções cartográficas e topográficas que mostram as áreas da região que Glaser visitou, esboços das ruínas da represa de Ma'rib, e ensaios sobre o povo, a terra e os costumes. Também estão inclusas descrições das rotas tomadas por dois viajantes europeus antecedentes, os franceses Thomas-Joseph Arnaud, em 1843, e Joseph Halévy, em 1869-1870. Glaser encontrou dificuldades para trabalhar no mundo acadêmico europeu. Por conta disso, sua obra, preservada na Academia Austríaca de Ciências e em vários lugares da Europa, não recebeu a atenção imediata que merecia.

Última Atualização: 22 de setembro de 2015